Outeiro Secano em Lisboa

Janeiro 16 2016

Tia amélia.jpeg

Foto do blogue do Altino

Faleceu hoje uma das centenárias da aldeia que, celebrou no passado dia 15 de dezembro 103 anosde idade.

A tia Amélia como toda a gente a tratava na sua relação pessoal, ou Amélia do Augusto por ser filha de Augusto Vilafrade, era irmã da minha avó materna. Com a sua morte, desapareceu também uma forma de cultura popular existente no mundo rural, mas neste caso particular na nossa aldeia, cultura que, passava de geração em geração, porque já a sua mãe Mafalda fora depositária, dessa mema fonte de conhecimentos.

A tia Amélia terá até superado a sua mãe em muitos saberes. Ela foi uma espécie de António Aleixo, o célebre poeta popular de Loulé, também e tal como ela, analfabeto. Só que a tia Amélia, ao contrário de Aleixo, nunca teve ninguém que, lhe fizesse a recolha, da extensa obra que, numa fase da sua vida, ela produzia abundantemente.

Com a sua morte, Outeiro Seco perdeu uma centenária, e uma fonte de sabedoria popular com raízes ancestrais, ainda que alguns desse saberes, tenham sido preservadas pela sua filha Laurinda, nomeadamente, as rezas para determinadas maleitas do corpo e da alma.         

O seu funeral vai-se realizar amanhã domingo pelas 16,00 horas. À família enlutada filhos, noras, netos e bisnetos os sentidos pêsames.

publicado por Nuno Santos às 12:17

Janeiro 16 2016

Manuel Benedito.jpeg

 

Faz hoje 90 anos o nosso conterrâneo Manuel Benedito, um dos maiores embaixadores de Outeiro Seco e de Chaves, na cidade de Lisboa. Ainda que mais de três quartos da sua vida, já tenham sido passados em Lisboa, a nossa aldeia assim como a cidade de Chaves jamais lhe saíram do pensamento e do seu coração.

De tal modo que, quando em Lisboa ocorre algum evento ligado à nossa terra, sobretudo se for um jogo do seu Desportivo, é certo e sabido que o Manuel Benedito lá está.

A minha amizade com Manuel Benedito já tem mais de quarenta anos, razão pela qual o trato carinhosamente por tu, até porque essa amizade é geracional, por causa da grande relação de amizade que, existia entre a minha mãe e a sua irmã Maria, recentemente falecida.

Por muitos anos que eu viva jamais esquecerei que, foi o Manuel Benedito quem me trouxe na minha primeira vez para Lisboa, no longínquo dia 30 de setembro de 1973, um dia depois do São Miguel.

Fizemos a viagem de comboio desde Chaves a Santa Apolónia onde nos aguardava o Joaquim Ferrador. Além de ser a minha primeira saída do ninho maternal, foi também a minha primeira viagem de comboio, e foi nessa viagem de comboio que, eu vi pela primeira vez o mar, quando passamos por Espinho.

Depois disso jamais perdemos o contacto e para mim, é um prazer e um privilégio, estar hoje entre os seus familiares e amigos para lhe comemorar o seu 90.º aniversário. Ainda que o vá fazer pessoalmente, presto-lhe esta pequena homenagem no blogue, desejando-lhe muitos mais anos de vida, plenos de saúde e de felicidade na companhia da sua simpática família.    

publicado por Nuno Santos às 07:46

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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