Outeiro Secano em Lisboa

Julho 01 2018

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A nossa seleção foi ontem afastada do Mundial 2018, paradoxalmente no jogo em que na minha opinião, teve o seu melhor desempenho. Mas o futebol são golos e o Uruguai, em três remates enquadrados com a nossa baliza fez dois golos, em contrapartida Portugal em seis remates só marcou um golo.

Não interessa agora fazer grandes considerações de ordem técnicas e táticas, porquanto, os jogadores escolhidos pelo selecionador Fernando Santos, de certa maneira reúnem um consenso generalizado da crítica especializada, e da minha em particular, pese embora, reconheça que, esperava mais de alguns dos jogadores da nossa equipa, os quais, têm estado em bom plano nos seus clubes, como são os casos de Gonçalo Guedes e Bernardo Silva.

Curiosamente a nossa seleção apesar de ostentar o título de campeã europeia, nunca teve grande cotação nas casas de apostas, mas o facto é que outras bem mais cotadas, tiveram o mesmo desempenho, ou pior, como foi o caso da Alemanha e da Argentina e por isso, os dois melhores jogadores do mundo Cristiano Ronaldo e Messi, estão fora do mundial.

Apesar do afastamento da seleção, eu não fiquei muito angustiado, porque esse tem sido o meu estado de alma, desde o início da crise do Sporting, faltando-me já a paciência para os sucessivos programas na CMTV debatendo essa crise, mais que o próprio mundial de futebol, assim como os comentários nas redes sociais dos partidários de Bruno de Carvalho, parecendo até que o Sporting nasceu com este presidente, apesar de já ter um passado de 112 anos.

Ainda a propósito da crise do Sporting quero salientar que, os jogadores que rescindiram o seu vínculo contratual alegando estarem afetados psicologicamente, mas  integrando a seleção como o Rui Patrício, William de Carvalho, Gelson Martins e Bruno Fernandes, afinal e ainda bem para a seleção, não deram grandes sinais disso.

Agora, espero que as entidades reguladoras, como os órgãos competentes da federação e os tribunais, julguem bem este caso, não só os prevaricadores dos incidentes de Alcochete, como as razões das rescisões dos jogadores. Tanto mais que, as cartas argumentarias das suas rescisões são todas iguais para os nove jogadores. Donde, ressalta que haverá aqui interesses obscuros, porquanto, foram cerca de trinta atletas envolvidos neste incidente, mas só nove é que rescindiram. Aliás o jogador que esteve na origem de todo este incidente, o argentino Marcos Acuña, nem sequer rescindiu.

Voltando a este Mundial de Futebol não sei porquê, mas não tinha grandes expetativas, de tal forma que nem sequer fiz a coleção dos cromos do Panini, a qual vinha colecionando desde o Mundial do México em 1986. Apesar disso e devido à minha atual condição de afastado do ativo, este Mundial foi aquele que, mais jogos vi na televisão.

Espero agora que a seleção se vá renovando para dar mais glórias desportivas aos portugueses, sem esquecermos que apesar de sermos um país pequeno no mundo, no ranquing futebolístico, ficamos entre os melhores dezasseis do mundo.

publicado por Nuno Santos às 10:39

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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