Outeiro Secano em Lisboa

Maio 02 2013

 

Existe um filme dos irmãos Cohen com o título “Este país não é para velhos”, ainda que o título possa ter duas leituras, objectivamente o título não se adequa ao nosso país, porque de facto, está a ficar cada vez mais envelhecido, e Outeiro Seco reflete bem essa situação, senão vejamos:

Na recente visita à aldeia, numa noite em casada minha mãe, demo-nos ao trabalho de fazer um mero exercício, contando as pessoas nascidas antes de 1933, ou seja, com mais de oitenta anos. Sem grande rigor embora não andemos longe da realidade contamos 67 pessoas, omitindo propositadamente as que eventualmente residem nos bairros de S. Bernardino e Cruzeiro, por não serem naturais da aldeia.

Eis a distribuição por bairros dessa demografia sénior:

 

Eiró       17

 Papeiro 12

 Borrajo  8

Pelâmes  5

 Pontão 10

P. Manso 7

Crosseira 8

Total 67

 

Este número representa cerca de dez por cento da população de Outeiro Seco. Mas se este censo abrangesse os nascidos entre a década de 40 e 50, então esta percentagem subia quase para os cinquenta por cento, do total dos residentes na aldeia.

Há dias escrevi sobre o futuro Centro de Dia da AMA, e porque fiz algumas considerações, na minha óptica realistas, fui acusado de bota abaixo por um comentador anónimo.

Ora uma análise ligeira sobre estes números, parece-nos evidente a necessidade da construção do Centro de Dia e Noite, mas aqui fica um exercício interessante para os órgãos sociais da AMA, façam um levantamento junto desta população sénior, procurando saber quem e quanto estariam dispostos a pagar, para entrarem para o lar.

De salientar que a exigência deste levantamento já tinha sido feito pelos Serviços da Segurança Social, e mais que o mesmo, se fizesse junto da população de Outeiro Seco e Vilela Seca, onde também não existe nenhum equipamento desta natureza, e a Segurança Social queria agrupá-los com a nossa freguesia.

Na minha modesta opinião este deveria ser este o começo do processo, para evitar o tal elefante branco que, citei no outro post. Porque para lá da sua construção cuja missão é na actual conjuntura hercúlea, existe depois a questão da sua sustentabilidade a qual não é inferior.

publicado por Nuno Santos às 23:47

Caro conterraneo felizmente ainda há pessoas, que veem as coisas, e a essa coclusão que tu chegas- te já eu la cheguei nos anos 90, . E disse a várias pessoas que no tempo da Gestão do Branco Teixeira era todas as aldeias um campo de futebol, o que sucedeu. Nos inicios de 90 na gestão Alexandre Chaves, era um Infantario, o que sucedeu?. Hoje é um Centro de dia /Noite, o que já esta a suceder, alguns a enterrarem-se cada vez mais. Nos tempos actuais so conseguem sobreviver agrupando-se várias freguesias. Até a Santa Casa de Chaves, está com gravissimos problemas e é um mundo. Também te digo caro conterraneo, se não se deitam a dormir hoje tinham um lar os Outeiro Secanos, desde 2001 a 2005, foram anos cruciais para a sua execução, mas o tempo fara a sua justiça. O lar da Abobeleira começou em 2001, e está funcionar, mas graças ao Manel Cunha, e à falecida Ana Maria Romão, e fico por aqui. Talvez agora no livro sobre as Juntas de freguesia de O. Seco, lá coloquem toda a verdade.
Anónimo a 3 de Maio de 2013 às 09:12

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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