Outeiro Secano em Lisboa

Maio 08 2013

Com bastante atraso confesso, trago hoje aqui como post, a rampa da igreja, uma obra feita pela actual Junta de Freguesia, com especial destaque para o seu presidente, cujo empenhamento e acto de coragem neste processo, são por demais de elogiar.

Tendo em consideração a matriz religiosa da maior parte da nossa população, esta obra era uma necessidade básica para a nossa população sénior, e outros cujas dificuldades de locomoção, os impedia de frequentar a igreja, sendo certo que aqueles que o faziam, era com um enorme sacrifício que subiam as escadas da igreja, recorrendo à ajuda de familiares ou vizinhos.

Esta obra tem mais de sessenta anos de atraso, e repõe um erro histórico cometido pelo Padre Carlos, enquanto padre da nossa freguesia e mandou fechar a porta agora reaberta, porque segundo ele, os animais domésticos que, na época andavam à solta pelas ruas, profanavam o adro da igreja.

Esta obra trouxe um valor acrescentado para a aldeia, não só pela construção da rampa, mas também, pela requalificação do espaço, o qual anteriormente estava fechado e sem qualquer aproveitamento público, agora foi convertido num novo espaço de lazer e criado um lugar de estacionamento, ao serviço da igreja.

Mas como Cristo não agradou a todos,  esta obra também  não agradou a uma minoria, e por isso está em demanda judicial, obrigando a que se gastem recursos públicos na justiça, desnecessariamente.

É a sociedade em que vivemos, esperamos agora que a Justiça se faça com celeridade, repondo o uso que vem de há centenas de anos, mantendo tudo como está agora, porque como é visível, esta obra é uma mais-valia para a nossa terra.

 

publicado por Nuno Santos às 12:12

Nuno, meu Amigo,
De quando em vez visito a aldeia de que muito gosto. Da sua localização, dos imensos marcos culturais relacionados com a sua história, das casas senhoriais, das suas fontes, de uma ou outra tasquinha e, especialmente, das pessoas Amigas.
Este arranjo urbano a que se refere o post para além da sua indiscutível utilidade para os transeuntes, está muito bem concebido, desenhado e executado. Francamente, num meio tão pequeno em que quase todos têm ligações familiares mais ou menos diretas, só por espírito de contrariedade é que se poderá estar em desacordo com tão tal obra.
Conheci um fulano que sistematicamente estava em desacordo com o que quer que fosse. Um dia perguntei-lhe porque era assim ? Respondeu convicto, que lhe 'dava muita pica' estar contra tudo e todos ?!
A justiça também serve para dirimir estas desavenças.

Júlio a 8 de Maio de 2013 às 17:01

Boa noite relativamente a este assunto já ha uns longos tempos que se trava esta polemica, se fosse outra pessoa da aldeia, o blog outeiro seco e modernidade já tinha dito sapos cobras e lagartos, mas como se trata de um Rio remetem-se ao silencio e nada dizem e são estas pessoas que defendem a aldeia mas enfim siga a dança que isto é tudo pessoal de confiança.
Anónimo a 8 de Maio de 2013 às 22:42

Caro anónimo, obrigado pela visita ao blog e pelo comentário. Lamento que não se tenha identificado, pois vivemos numa sociedade livre, embora eu compreenda os constrangimentos de viver num meio pequeno.
Contudo deixe-me que lhe diga que, não tem sido apenas o blogue Tradição e Modernidade a não tomar uma posição pública, sobre esta matéria, a própria aldeia em especial a sua população masculina, fez um pouco como a avestruz, meteu a cabeça na areia, e os outros que resolvam, quer neste processo da rampa, como no do relógio da igreja, onde houve efectivamente uma derrota, para a maioria da população.
Quanto ao facto de ser um Rio envolto nesta polémica, eu não ia tanto por aí, porque Rio era a D. Ritinha , e era uma excelente senhora.

Amigo Júlio,
Obrigado pelo teu comentário, foi pena desta vez não nos termos cruzado em Chaves, mas tu priviligiaste o Nordeste em especial as terras de Miranda, embora saibas que por razões sentimentais e familiares, eu hei-de preferir sempre o Alto Tãmega ao Nordeste, ainda que também goste do nordeste, e não conheça ainda a pequena franja que vai do Freixo de Espada à Cinta ao Mogadouro.
Lá estive no Flávio a beber um ponche, até porque a noite estava fria, foi na noite em que os benfiquistas comemoraram o título na Madeira, espero que precocemente. Ele mandou-te um abraço, igual ao meu.

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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