Outeiro Secano em Lisboa

Agosto 06 2013

 

Como na semana passada estive em Chaves, confesso que fiquei agradado com o que vi, sobretudo com a dinâmica cultural oferecida aos visitantes. Logo no fim-de-semana de 27 e 28 de Julho decorreram o XII Encontro de Motards, e o Festival de Folclore dos Ases da Madalena e ainda a inauguração de um novo local de lazer na cidade, o bar o Cavaleiro.

Este bar está localizado na Ilha do Cavaleiro, por cima da muralha que ladeia a rua 25 de Abril e a rua do Sol, sendo o novo ponto de encontro, da movida flaviense. E abriu logo com um acto público, de real interesse local, o debate entre os principais candidatos a Câmara de Chaves. Infelizmente o candidato do MAI - Movimento Autárquico Independente não se fez representar, lá terá as suas razões, mas os eleitores presentes ficaram privados de conhecer as suas propostas, para o desenvolvimento da cidade.

A dinâmica continuou durante a semana, muito causada pela presença dos nossos emigrantes que na quarta-feira, transformaram o local da feira e do mercado,  numa espécie de Santos.

 Na sexta-feira no Jardim do Bacalhau decorreu a tradicional feira de velharias, à noite a I Feira do Pastel de Chaves no Jardim Público, à qual estava associada um Festival de Música Folk, de salientar a exibição do grupo Raiz Arte de Chaves, um projecto musical muito interessante.

Não muito longe do Jardim Público no Espaço Pólis, decorria a Maratona de Futebol na Areia, porque Chaves não tem praia mas tem areia.

A poucos quilómetros de Chaves decorreu o Festival de Folclore de Santo Estêvão, cuja presidente da Junta de Freguesia, do Rancho Folclórico e actualmente da Chaves Viva é a outeiro secana Antónia Esteves.

A esse propósito existe uma curiosidade que merece ser referenciada, actualmente são três os outeiro secanos presidentes de Juntas de Freguesia, no concelho de Chaves. O Carlos Xavier obviamente presidente em Outeiro Seco, a Antónia em Santo Estêvão e o Dinis Castro em S. Pedro de Agostém, com a particularidades de serem de novo candidatos.

A toda esta dinâmica cultural acresce-se a movida da rua do Faustino, ou do Casco velho da cidade que aos lisboetas faz lembrar um pouco o bairro alto. Só que tudo isso tem uma dimensão meramente local, pois não vi nenhum órgão social de dimensão nacional anunciar o que quer que fosse destes acontecimentos.

Contudo, bastou que ontem tivesse ocorrido um assalto a uma ourivesaria na rua direita, por sinal de um outeiro secano que infelizmente é a segunda ou terceira vez que é visitado pelos amigos do alheio e o acontecimento, virou assunto nacional, com imagens em todas os canais de televisão.

É esta a comunicação que temos, valorizando apenas os aspectos negativos, sendo notório a falta de uma boa equipa de marketing na autarquia.

publicado por Nuno Santos às 07:54

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Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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