Outeiro Secano em Lisboa

Agosto 28 2013
Alvor
 

S. Bernardino II

 

A minha mãe costuma dizer “Quem vê um povo, vê um mundo todo”, embora haja algum exagero nesta expressão, não deixa contudo de ter alguma verdade, e a confirmá-lo, estão apesar da distância de novecentos quilómetros, estas duas situações análogas, de má urbanização.

A primeira passa-se no Algarve, mais propriamente no Alvor, mesmo junto à praia, onde há um bom par de anos, existe um mamarracho em esqueleto, presumo que ainda do tempo da Torralta, e que apesar da excelência do local, lá continua afeando a praia.

Mais a norte em Outeiro Seco, na urbanização de S. Bernardino II, com uma vista privilegiada sobre a veiga e a cidade de Chaves, existe um outro mamarracho, que tal como o do Alvor, não há meios de se ver o seu desfecho.

Tanto num caso como no outro, creio ter havido dinheiro de investidores incautos que, se viram assim espoliados por promotores sem escrúpulos, do investimento feito nestes imóveis, alguns com as magras economias angariadas com muitos sacrifícios no estrangeiro. Perante este panorama, continuamos a assistir a um imobilismo da administração pública, pois em ambas as situações, parece não haver culpados, nem quem iniciou a obra nem quem a licenciou.

Ora apesar de não haver culpados, existem vítimas, as primeiras vítimas são os investidores que ficaram sem o seu dinheiro, as segundas são todos os cidadãos que, diariamente têm de conviver com estes panoramas, sendo agredidos com a paisagem desoladora destes dois mamarrachos, os quais servem apenas como antros para actividades indesejáveis.

É este o nosso país real, com a justiça completamente inoperante para resolver estes e outros casos.  Até quando continuaremos a assistir a este estado de coisas?

 

publicado por Nuno Santos às 07:25

Sem querer estar a fazer de advogado do Eng.º Altino Rio, até porque ele não precisa disso, sinceramente não entendo o azedume de alguns comentadores, perante a sua gestão autáquica. Não vou aqui enumerar as obras realizadas durante os seus mandatos, mas para quem tem pouca memória, poderá relembrá-las no documento apresentado por si no passado domingo, o qual pode ser consultado após o dia 29 de Setembro, data em que termina o período eleitoral.
Mas entre muitas outras, recordo apenas que foi no seu mandato, que a Bagoeira, passou a ser associada à rua das Flores, tal a mudança qualitativa ali operada, pondo fim a um martírio dos seus utilizadores, que durou centenas de anos.
Claro que as pessoas são livres de opinarem e fazerem os seus juízos de valor, mas sejamos justos, o Eng.º Altino poderá ter falhas como todos temos, mas reconheçamos que a sua gestão autárquica tal como fora anteriormente a sua gestão como órgão associativo, trouxe elevado valor acrescentado à freguesia.
Um abraço a todos,
Nuno Santos
Nuno Santos a 29 de Agosto de 2013 às 00:09

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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