Outeiro Secano em Lisboa

Setembro 09 2013

 

Alô Brasil

 

 

 

O dia principal da festa iniciou-se como habitualmente, às oito da manhã, com a alvorada de apenas cinco minutos. Notou-se a ausência de muitos dos habituais assistentes à alvorada, pois não recuperaram da ressaca do dia anterior. Seguiu-se depois a arruada da Banda Musical da Casa da Cultura, percorrendo as principais ruas da aldeia.

Neste ano as cerimónias religiosas começaram apenas às 11,30, atrasando-se por isso a procissão e o almoço, tudo isto porque o Sr. Padre Banha não pode ferir os interesses dos paroquianos Santa Cruz Trindade, sobrepondo-os sempre aos interesses dos paroquianos, de Outeiro Seco.

A procissão teve nove andores, todos armados com flores, merecendo destaque especial o andor da Sra da Azinheira, quer pelo arranjo floral mas sobretudo, por ter sido oferecido pelo Grupo Amigos de Outeiro Seco, fazendo questão de serem eles próprios a transportarem-no.

Apesar da procissão ter poucas figuras alegóricas, “anjinhos” um sinal de que a natalidade tem decrescido assustadoramente na nossa aldeia, teve contudo as figuras principais das procissões, as de Adão e Eva, simbolizando o princípio da humanidade.

A tarde da festa é sempre o seu ponto mais fraco, teve um pequeno concerto da Banda da Casa da Cultura e o leilão de oferendas. O leilão também tem vindo a decrescer, pois cada vez tem menos oferendas, sendo muito diferenciadas do antigamente. Antes ofereciam-se bens de produção caseira como centeio, frangos e outros animais, agora esses bens são substituídos por artigos de utilidades, ofercidos pelascasa comerciais.

Uma referência muito especial para a homenagem que o maestro da Banda Prof. Heitor, fez ao Carlos Dias, um elemento que esteve na origem e fundação da nossa Banda, que por motivos de saúde, se viu obrigado a abandonar essa actividade. Foi uma homenagem sentida como o  Carlos o deixa transparecer.

Conforme estava anunciado, realizou-se o sorteio dos bilhetes vendidos. Com a ajuda do jovem André Achando, o sorteio decorreu com a maior transparência, porquanto só foram sorteados os bilhetes vendidos. O primeiro prémio saiu ao Sr. Américo do Café Palhota, o segundo ao Arménio mecânico na aldeia e o terceiro à D. Graça da Farmácia Maldonado.   

Para a noite estava guardada uma grande surpresa, apesar dos cartazes publicitários anunciarem apenas a Banda Musical Flaviense “Os Pardais” no outro coreto apresentou-se a Banda Musical de Loivos, uma banda com grande tradição na aldeia, e considerada uma das melhores da região.

No recinto de baixo estava uma outra banda, e,mais vocacionada para os mais jovens, os Hi-Fi vindos de Viseu. Deste modo o público repartia-se entre o recinto de cima ouvindo o despique das duas bandas, e o recinto de baixo com o Conjunto.

À uma da manhã em ponto, aconteceu o momento alto da festa, a descarga do fogo-de-artifício. Depois da fraca alvorada havia alguma expectativa para a noite, acontece que o Né Né Pereira surpreendeu, quer na quantidade como na qualidade. Houve uma grande harmonia na forma como  montou a descarga, a qual durou quinze minutos, dando ideia de que a parte final, tenha saído um pouco rápida de mais.

Após a debandada dos milhares de pessoas que se deslocam à nossa festa, apenas para ver o fogo-de-artifício, seguiu-se a despedida das bandas, cumprindo o ritual da volta à igreja e da despedida à santa, outro dos momentos altos da festa, quase sempre só presenciado pelos locais.

O conjunto continuou a sua actuação e depois das duas da manhã, ainda tinha algumas centenas de resistentes. Estão de parabéns os comissários dos casados; Francisco Pipa, Tony Rio, Paulo Barroso e Carlos lamento a falha do apelido, assim como a dos solteiros com o insubstituível Sandro Dias, secundado pelo Barradas e Vítor Costa, demonstrando que Outeiro Seco "tem muita pinta".

publicado por Nuno Santos às 10:16

Em nome da comisao de festas dos solteiros obrigado.
sandro dias a 9 de Setembro de 2013 às 23:19

Em nome da comisao de festas dos solteiros obrigado.
sandro dias a 9 de Setembro de 2013 às 23:19

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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