Outeiro Secano em Lisboa

Novembro 07 2013

 

Este post vai para o Brasil para o meu querido amigo Vasco, que apesar das nossas divergências de opinião no tocante à política, tenho por ele uma grande estima que provém da infância, pois nesse período da minha vida, ele foi o “meu irmão mais velho”.

A paisagem humana diz-lhe muito, porque retracta a sua irmã e a sua madrinha. A paisagem natural diz-nos a todos, porque está classificada como património mundial. Trata-se do rio Douro visto do cais de embarque fluvial na Régua, uma fotografia tirada durante uma excursão realizada há dois ou três anos, promovida pela Junta da Freguesia.

O sonho de viajar é intrínseco a todas as pessoas, e as excursões são uma forma de realizar esses sonhos. Como tive o privilégio de ir nessa excursão, pude testemunhar o grau de satisfacção de todos os elementos que a integravam.

Uma das primeiras excursões realizada na aldeia aconteceu na década de quarenta, sendo organizada pelo meu avô Eurico e por coincidência teve este percurso, uma excursão à Sra dos Remédios a Lamego. Só não teve a subida do Douro, porque à época o rio ainda não era navegável, como rota turística.

Embora não se pudesse considerar propriamente uma excursão, durante muitos anos no primeiro domingo de agosto, uma boa parte da juventude da nossa aldeia ia à festa ao Vidago em grupos. Faziam o trajecto de comboio, e quase todos os anos havia alguém que perdia o último comboio, só regressando à aldeia no dia seguinte.

Mas só a partir da década de sessenta com o Sr. Padre João Sanches, se criou como que um movimento excursionista na aldeia. Embora o móbil principal dessas excursões fosse a ida a Fátima, eram bem mais do que isso, duravam cerca de oito dias, com passagem obrigatória por Lisboa e pelas principais cidades do litoral, fazendo ainda parte do roteiro, a visita a monumentos nacionais, como os Mosteiros da Batalha de Alcobaça e outros.

Foram muitos os outeiro secanos que viram pela primeira vez o mar, graças às excursões organizadas pelo Sr. Padre Sanches, que não se confinavam aos adultos, também os jovens da catequese eram contemplados em excursões mais curtas, como a ida ao Bom Jesus a Braga, à Penha a Guimarães, ao Vidago e ao Sr. Do Monte.

Não se pode dizer que o movimento excursionista na aldeia tenha acabado, pois continuam a realizar-se excursões com alguma regularidade, umas promovidas pela Junta de Freguesia, outras pela Igreja, pela Casa da Cultura e mais recente por um grupo de amigos.

Embora se continue a privilegiar locais do nosso país, já houve excursões com destino a Espanha, nomeadamente a Santiago de Compostela, porque se diz que quem lá não vai de vivo, vai lá de morto, e como há quem não acredite na vida eterna, prefere ir lá de vivo.

Eu confesso-me fã deste tipo de viagens, pela alegria contagiante que normalmente emana desses grupos. Por isso espero que esse movimento excursionista continue em Outeiro Seco, proporcionando a muitos dos nossos conterrâneos, o contacto com outras terras outras gentes e outros costumes.

publicado por Nuno Santos às 20:48

muito obrigado pelas tuas palavras e fico muito contente em ver a minha irmã e a minha madrinha juntas pois não tenhas duvidas que temos uma grande estima por ela
quanto às excurções do padre joão
foram muito proveitosas e lembro com muita satisfação da alegria que porporcionavam essas viagens
um grande abraço
vasco sobreira garcia a 10 de Novembro de 2013 às 18:55

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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