Outeiro Secano em Lisboa

Janeiro 30 2013

 

O grave acidente rodoviário ocorrido no passado fim-de-semana, na Sertã, cujo resultado nefasto se traduziu na perda de onze vidas, e em vários feridos graves, traz-nos à evidência algumas contradições, com as quais somos diariamente confrontados, quando classificam o nosso país, muito abaixo dos restantes países da Europa.

Segundo as autoridades portuguesas, muitas das vítimas do acidente ocorreram, por falta do cinto de segurança, dado que o autocarro utilizado era espanhol, e em Espanha, só os autocarros com matrícula posterior a 2007, estão obrigados ao uso de cinto de segurança, quando em Portugal essa obrigação, está instituída desde o ano de 1999, para todos os autocarros de passageiros.

Portugal foi sempre considerado um bom aluno pelos restantes parceiros, na aplicação das directivas comunitárias. Esse exemplo vem do tempo em que, o Prof. Cavaco Silva era o primeiro-ministro, e Portugal era apontado como um modelo, na utilização dos fundos de coesão, sabe-se agora que, não terão sido assim tão bem aplicados.

O mesmo se passa com a aplicação de outras directivas, como a do SAFT -Standard Audit File for Tax. Trata-se de um ficheiro normalizado (em formato XML) com o objectivo de permitir uma exportação fácil, e em qualquer altura, de um conjunto predefinido de registos contabilísticos, num formato legível e comum, independente do programa utilizado, sem afectar a estrutura interna da base de dados do programa ou a sua funcionalidade.

Mais uma vez Portugal foi o primeiro país a adoptar esta directiva, estando a criar aos contabilistas, em cuja classe me incluo, graves constrangimentos, porque a partir deste mês de Janeiro, temos de comunicar à AT – Autoridade Tributária, a facturação dos clientes, a maioria dela através deste ficheiro. Acontece que existem empresas  cá sedeadas, cuja facturação aqui gerada, e as facturas emitidas pela casa mãe, onde ainda não geram o ficheiro SAFT, porque a directiva não está ainda aplicada.

Ora, se algumas das medidas como a dos cintos de segurança, se pode considerar como uma boa medida, potenciadora de salvar vidas, outras há que, só atrasam a vida às pessoas e às organizações, porque são em si, geradoras de maior burocracia.

publicado por Nuno Santos às 18:06

Ora, está tudo dito e bem!
Subscrevo inteiramente.
cmps
leonor moreira
leonor moreira a 30 de Janeiro de 2013 às 19:36

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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