Outeiro Secano em Lisboa

Janeiro 31 2013

O Coliseu de Lisboa, cujo nome oficial é Coliseu dos Recreios, é uma das salas de espectáculos mais características de Lisboa. Inaugurada no ano de 1890, com capacidade de quase 3000 lugares sentados, serviu nos seus primeiros anos, para a realização de espectáculos de ópera, cujo preço dos bilhetes, era inferior aos praticados pelo teatro S. Carlos, sendo por isso frequentado pelos amantes do bel canto, oriundo dos extractos sociais mais baixos.

Esporadicamente ainda são exibidas óperas e bailados, nomeadamente com grandes companhias russas, e foi na companhia dos nossos amigos, Júlio e Rosário, que, eu e a Celeste fizemos o nosso tirocínio nesse tipo de espectáculos, assistindo há muitos anos, à exibição da ópera Madame Butterfly, de Puccini.

O Coliseu é agora mais utilizado, para a realização de concertos, rivalizando este espaço, com o do Pavilhão Atlântico. Desde há muitos anos que, o Coliseu é explorado pela família Covões, enquanto, que, o Pavilhão Atlântico, construído para a EXPO 98 e por isso era propriedade do Parque Expo, foi adquirido recentemente por Luís Montez, genro de Cavaco Silva, com a particularidade de que, o Álvaro Covões e o Luís Montez rivalizam também, na organização dos megas festivais de verão. 

Todo este intróito para falar do concerto da Ana Moura, ao qual assistimos na semana passada no Coliseu, mais uma vez na companhia dos nossos amigos Júlio e Rosário. É um concerto a não perder porquanto a Ana Moura, é actualmente uma das nossas melhores intérpretes do fado, mas não só, tendo participado até na gravação de um dos discos dos Rollings Stones.  

O espectáculo baseia-se fundamentalmente, na apresentação do seu último disco, com o título “Desfado”, não porque seja uma negação do fado, mas porque a maioria dos temas, são de artistas que, não pertencem a esse meio, como; Manuel Cruz dos Ornatos Violeta, Vigem Sutra, Abrunhosa, Miguel Araújo, Luísa Sobral e muitos outros. O concerto durou cerca de duas horas, e a artista teve de fazer cinco encores, tal foi a satisfação do público.

A Ana Moura vai andar em digressão pelo país e pelo mundo, quem tiver oportunidade de assistir não perca este espectáculo, vão ver que não perdem o seu tempo.   

publicado por Nuno Santos às 17:01

fado pra é o máximo e com ana moura fica melhor
alias em vozes femininas o fado está muito bem servido
há uma leva de grandes interpretes
acho que está mais bem servido que do lado
masculino
vasco sobreira garcia a 31 de Janeiro de 2013 às 21:03

Coliseu, a sala nobre de espetáculos da nossa capital. Quem não ambiciona pisar aquele palco com a sala cheia a aplaudir ?
Ana Moura, linda ! Simples, mas imponente. Encheu o palco e toda a sala.
O concerto foi excelente ! Primou pela diferença, e hoje em dia não basta ser bom, é preciso ser diferente.
Ao seu estilo com lindas composições. Soube apoiar-se em bons autores de letra e música. E que músicos !
Jovens talentosos que nos enchem de prazer e orgulho. O Angelo Freitas, 23 a., guitarra portuguesa e o João Costa, 25 a., na percussão dão show em qualquer palco do mundo. Brilhantes !
É com estes talentos que a Língua Portuguesa resulta mais nobre e bonita.
O primeiro de muitos concertos deste ano de 2013. Hoje está em Zurich, com mais frio certamente.

De Lisboa, o amigo do OuteiroSecano, Júlio.
Júlio a 31 de Janeiro de 2013 às 22:20

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
... e não só. Atento também às realidades - adiantadas - da minha.
Da minha terra, que é onde todos gostam de vir: Lisboa. A melhor e mais bonita cidade do mundo.

Amigo de Outeiro Seco, Júlio.
Júlio a 31 de Janeiro de 2013 às 22:25

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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