Outeiro Secano em Lisboa

Fevereiro 04 2013

 

A diáspora outeiro secana está espalhada por todos os cantos do mundo, e no Alentejo, dos que são do meu conhecimento, vivem actualmente três outeiro secanos, em três concelhos diferentes.

A Rosália Dias em Évora, o Zé Fernando André em Baleizão, concelho de Beja, e o meu irmão Diamantino, em Vila Nova de S. Bento, concelho de Serpa. Já houve um quarto migrado nesta zona, o José Carlos Costa, em Ferreira do Alentejo, mas conseguiu regressar às origens, coisa rara para quem casa no Alentejo.

Segundo me testemunharam num encontro de transmontanos, residentes no Alentejo, o Zé Carlos deixou por cá saudades e obra feita, porque foi um dos principais dinamizadores na construção de uma igreja, na terra onde vivia. O Zé Carlos é o actual presidente da Direcção das Mãos Amigas, desejo-lhe por isso, o mesmo sucesso na nossa terra.

Apesar de ter perdido dimensão em termos habitacionais, pois já teve quase seis mil habitantes, Vila Nova de S. Bento foi durante muitos anos uma aldeia, conhecida como Aldeia Nova de São Bento, passando a vila, apenas no ano de 1988.

 O nome da aldeia remonta ao período da guerra da Restauração, em 1640. Esta aldeia localizada na planura alentejana, embora perto do sopé da serra da Adiça, dista pouco mais de dez quilómetros, da Estremadura espanhola.

Conta-se que nesse período da guerra da Restauração, havia duas aldeias muito próximas. Uma chamada Aldeia da Fonte do Canto, a outra Cabeço de Vaqueiros. Uma das moças da Aldeia da Fonte do Canto ter-se ao apaixonado, por um jovem da aldeia vizinha, mas este não havia meios de se declarar. Cansada da espera, a moça aceitou casamento a um dos soldados espanhóis que, dominavam a região. O jovem alentejano enchendo-se de coragem, conseguiu arregimentar as duas populações, contra os espanhóis. Armados com o que podiam e evocando a ajuda de S. Bento, apesar da disparidade dos meios em confronto, os portugueses atiraram-se aos espanhóis levando-os de vencida. O jovem recuperou o amor da jovem, e a vitória foi considerada como um milagre de S. Bento.

Em agradecimento ao santo, e porque chegaram à conclusão que a unidade só os favorecia, os habitantes das duas aldeias unificaram-se, fazendo uma aldeia nova, que, passou a chamar-se, Aldeia Nova de São Bento.

Apesar de já se terem passado quase quatrocentos anos, este caso pode servir de exemplo a muitas localidades, que, andam a lutar contra a agregação, algumas das quais apenas porque, perdem os cargos de poder.    

publicado por Nuno Santos às 19:10

Em vez de aproveitares as modas autárquicas da 'feira do fumeiro', andas a estender as vistas pelos horizontes largos dos nossos compadres... Pois eu já cumpri a penitência com umas peças de Montalegre e outras de Chaves. Por acaso também me trouxeram uns espargos de Serpa, que arranjei juntamente com uns cogumelos que apanhei na Serra de Sintra e o petisco não estava nada mau. Botei-lhe um acompanhamento com magnífico néctar da Salgueira, no Monterrey que se encosta ao grande Larouco, e assim juntei o melhor dos meus mundos preferidos.
Viste perdizes, ou foi apenas uma romagem cultural, com umas febras de reco preto e copos de tinto excelente, que também sei haver por lá?
herculano pombo a 5 de Fevereiro de 2013 às 09:58

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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