Outeiro Secano em Lisboa

Fevereiro 09 2013
 
 

A poda é uma actividade muito importante na preparação da vindima, uma vez que depende da rebentação que se deixe, a quantidade de uvas que a videira poderá criar. Na nossa região começa- se a podar pelo mês de Janeiro, arrastando-se até Março. Por norma e superstição, evita-se podar nos períodos de lua nova, como a lua nova entra neste domingo gordo, juntamente com os meus cunhados, Alberto e Artur, mais o meu sobrinho Miguel, aguentamos estoicamente esta sexta-feira, o vento que se fazia sentir no Tabolado. Há até quem defenda que a melhor poda, é a do quarto minguante de Janeiro.

A poda não é propriamente das tarefas mais difíceis, no tratamento da vinha, que o diga o Miguel que se iniciou este ano, e após umas noções técnicas do pai, assimilou-as rápidamente, acompanhando o grupo, como há muito “percebesse da poda”. Há quem diga que das tarefas mais exigentes é a mondagem, havendo até um dito antigo popular que diz: Podar até um burro poda, mondar é para quem sabe”.

Eis algumas dicas  sobre a poda:

O que aconteceria se as videiras não fossem podadas?

Se as videiras não fossem podadas as suas varas iam crescer muito finas, todas embrulhadas e os seus cachos seriam muitos e de bagos pequenos (com pouco sumo) em que o seu amadurecimento acabaria por ser irregular, acabando por produzir um vinho de baixa qualidade.

Porque podamos?

 Além de querermos obter cachos maiores e com maior teor de sumo , com elevados teores de açúcar que dão origem a vinhos com maior graduação, queremos que a videira mantenha a sua produção constante ao longo dos anos e que além disso nos permita tratar da videira facilmente, quer seja a atar a por os paus, a sulfatar ou a cavar a terra (amanhar).

Atenções a ter na poda:

 Os cortes devem ser sempre bem rentes, lisos para que o corte cicatrize rapidamente e convenientemente. Nas varas, os cortes devem fazer-se um centímetro acima dos olhos (gomo). Os braços e os ramos mais grossos cortam-se com serrote, sendo depois o golpe alisado com uma navalha. Deve ter-se o cuidado em fazer o menor número de cortes e que a grossura dos ramos cortados não seja muito grande, porque a cicatrização é tanto mais fácil, quanto menor for a grossura do ramo cortado.

Nota: O esquecimento do cabo para ligar a máquina ao computador, está na origem de não haver fotografias a ilustrar este post.  

 

publicado por Nuno Santos às 08:46

De
 
Nome

Url

Email

Guardar Dados?

Ainda não tem um Blog no SAPO? Crie já um. É grátis.

Comentário

Máximo de 4300 caracteres



Copiar caracteres

 



Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
mais sobre mim
Fevereiro 2013
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
12
13
16

22
23

26


links
pesquisar
 
Visitantes
subscrever feeds
blogs SAPO