Outeiro Secano em Lisboa

Fevereiro 20 2013

 

Há dias fiz um post sobre o parque empresarial, enaltecendo o investimento para ali previsto. Contudo confesso que desconheço, se, as águas pluviais e residuais ali geradas, já estão recolhidas na rede pública, espero bem que sim, pois recordo-me do investimento anunciado para o efeito, na ordem dos dez milhões de euros, embora este montante estivesse incluído transfência da anterior ETAR, junto ao Alto da Forca, para um local mais adequado e desabitado, junto à estrada de Braga.

Recordo-me das obras da abertura das valas para a passagem da canalização, e que tanto desconforto gerou, nos utentes da Av. Do Tâmega, assim como da construção das estações elevatórias, uma delas num terreno da minha família, foi expropriado para o efeito.

Por isso tenho fé que tal situação esteja resolvida. Vem isto a propósito da fotografia que hoje publico, do lugar do Campo Lavrado, onde praticamente nasce o Rigueiro do Cego, também ele agora encanado, pelo menos em muitos dos lugares do seu curso.

Recordo-me que era um ribeiro com muito peixe, e chegando o mês de Março, quando pega a rasca, faziam-se ali grandes pescarias mas não era à cana, era com o mingacho ou com uma nassa. Já não o podem testemunhar porque já não estão entre nós, o tio Lépido Ferrador, o meu pai e o Filipe Assunção, os três mais o Picó Cão que morava no Bairro Operário, foram dos maiores pescadores do Rigueiro do Cego.

Mas este ribeiro não tinha só escalos, barbos ou trutas, ainda que em menor número, mas tinha também outras espécies como enguias que as vi eu com estes olhos que a terra há-de comer.

Um certo dia andava eu com o Sr. Zé Pispalhas no lameiro do Campo Lavrado, onde ele consertava uma aberta, quando vimos uma enguia bem grande. Entusiasmado com tal descoberta, o tio Zé cravou-lhe os dedos calejados no lombo, e na sua cara via-se já quão radiante estava com o trofeu. Mas a enguia viscosa como era, ondulou e saltou-lhe de novo para a água. Foi tão grande o seu desânimo que, passados estes anos ainda me recordo da sua frustração.

publicado por Nuno Santos às 19:22

também tenho uma passagem pelo rego do cego
corria o mês de abril derretiam as neves na serra galega o volume de água aumentou e os peixes recolhiam alugares mais quentes e menos correntes para se proteger
eis que o tio zé da eira marido da tia celeste piranga me chama e diz vamos ao rego do cego pegar uns peixes e lá vou eu cortamos um pinheiro no fundo da lama ele fico com o mingacho num lugar estreito mais próximo do rio e eu cotucava a água rego abaixo já tinhamos uns bons kilos lá volto para nova cotucada mais o pinheiro verde quebrou e lá vou eu com silvas a picarem-me as orelhas e lá apareço no mingacho como um peixe e o tio zé a dizer que diabos estás a fazer aqui todo arranhado das silvas sem um sapato que tinha sido comprado havia poucos dias em feces e mais de 20k de peixe mas não acaba aqui quando já iamos embora eis que pinta o jipe da guarda toca a deitar no meio do centeio que já tinha uma boa altura não fomos vistos e foi um fartote de peixe daqueles
vasco sobreira garcia a 24 de Fevereiro de 2013 às 19:59

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
mais sobre mim
Fevereiro 2013
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
12
13
16

22
23

26


links
pesquisar
 
Visitantes
blogs SAPO