Outeiro Secano em Lisboa

Fevereiro 24 2013


Antoine Lavoisier foi um químico francês, considerado o pai da química moderna, célebre pelos seus estudos da conservação da matéria e autor da célebre frase “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”.

Os Lavoisier são um duo musical, composto pelo Roberto Afonso e Patrícia Relvas, dois jovens naturais de Odivelas, licenciados na Escola Superior de Artes e Design das Caladas da Rainha, que tal como tantos outros da sua idade, tiveram de ir atrás do futuro noutras paragens, escolhendo a Alemanha e a sua capital Berlin um local muito emergente em matéria da arte.

Na sua apresentação dizem eles que foi o facto de viverem fora do país, os fez verem de fora o que antes nunca tinham visto cá dentro, a beleza da música portuguesa. E pegando no conceito do químico também eles pegaram em músicas tradicionais como; Machadinha, Alecrim ou Sra. do Almurtão, juntamente com outras de Zé Mário Branco e até poemas de Pessoa, transformaram-nas com uma nova sonoridade, onde a voz e expressão da Patrícia, as enriquece ainda mais.

Os pais do Roberto são transmontanos de Vinhais, nossos amigos há quarenta anos, por isso, seguimos de perto a sua vida, e o seu percurso musical. É uma relação intergeracional, pois já actuaram na Holanda no Festival de Cinema Ibérico, por interferência do nosso filho Pedro, à qual por acaso tivemos o privilégio de assistir, assim como o Pedro e a Rita estiveram já na sua casa em Berlim.

Os Lavoisier estão agora em Portugal para gravar o seu segundo disco, embora seja o primeiro numa versão mais profissional. O primeiro foi produzido inteiramente por eles, agora estão a ser produzidos pelo José Fortes, um dos técnicos de som mais conceituados de Portugal, responsável pela gravação de discos de; Carlos do Carmo, Fernando Tordo, Fausto, e tantos outros.

Ontem os Lavoisier deram um concerto em Lisboa, no Bar Primeiro Andar, o qual funciona no velhinho Ateneu Comercial, na rua Portas de Santo Antão.

Apesar da falta de condições necessárias concertos ao vivo, a qualidade intrínseca dos artistas ultrapassou essas limitações. A sala estava repleta de amigos que seguem à distância, o seu percurso artístico.

Além do espectáculo foi bom rever muitos amigos que, se reencontraram para incentivar o trabalho destes jovens artistas, a quem se augura um grande sucesso. Para ilustrar essa qualidade aqui fica uma amostra do seu valor.

 




 
publicado por Nuno Santos às 10:20

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Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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