Outeiro Secano em Lisboa

Janeiro 23 2016

Presidenciais.jpg

 

Enquanto o país está hoje em reflexão, por causa da escolha do novo presidente da república, cujas eleições vão decorrer amanhã, eu encontro-me em descompressão, por uma outra razão. Quanto às eleições, há muito me desencantei com a política nacional, por isso passei um pouco à margem desta campanha, embora não deixarei de cumprir, com o meu dever cívico.

E votarei sem qualquer hesitação no candidato que, mais se identifica comigo, porque representa um tempo novo e sem amarras ao passado. Votarei nesse candidato, porque sou uma pessoa de memória, e porque conheço o passado dos outros candidatos, assim como o valor acrescentado que não têm trazido ao país.

Embora seja um direito que lhes assiste, não compreendo a razão da candidatura de alguns desses candidatos, ainda que segundo a Constituição da República, se possa candidatar ao cargo de presidente da república, todo o cidadão com mais de trinta e cinco anos que, saiba ler e escrever e tenha a cidadania portuguesa até à quinta geração.

Mas muito sinceramente, não consigo encontrar a razão e motivação de alguns desses candidatos, para o exercício deste alto cargo da nação, a não ser a disputa de algum protagonismo.

A minha descompressão de hoje, prende-se com o facto de ontem, ter havido eleições no condomínio do meu prédio, onde eu era o seu administrador, cargo do qual me livrei, porque os mandatos são apenas por um ano, e o meu mandato decorreu entre janeiro de 2015 e janeiro de 2016.  

Como vivo neste prédio há cerca de trinta e quatro anos, embora sejamos trinta e dois condóminos, eu já exerci este cargo de administrador, por mais de dez vezes. A razão de tão rápida rotação, prende-se com o envelhecimento de muitos dos condóminos, os quais face à dinâmica da evolução tecnológica, sentem-se impedidos de exercer a função, desde logo, porque, uma boa parte das quotizações antes pagas em dinheiro, passaram a ser pagas através de transferência bancária. Depois, porque os bancos, como forma de economia em gastos postais, deixou de enviar os extratos bancários em papel, fazendo-o agora via digital, logo, obriga a que o gestor do condomínio tenha conhecimentos de informática, para utilizar o Home Banking.  

Uma outra razão, prende-se com a falta de sentido cívico de muitos condóminos, os quais nunca estão disponíveis, para assumir o exercício do cargo de administrador. Ora, ainda que o exercício do cargo de administrador, seja um cargo exigente e de responsabilidade, criando muitas das vezes atritos e constrangimentos com outros vizinhos (condóminos) que, doutra foram não aconteceriam, o certo é que nada na lei obriga ao exercício e aceitação do mesmo. O exercício do cargo terá de ser voluntário, ainda que no meu caso e na maioria das vezes, tenha sido voluntário à força.

Ora, como desde ontem deixei o exercício do cargo, essa é a razão, por que hoje me encontro em descompressão. E porque não estou muito preocupado com o ato eleitoral, cuja escolha há muito está feita, também não estou em reflexão.

Contudo não deixo de estar em estado de apreensão, porque o meu Sporting joga logo à noite na Mata Real com o Paços Ferreira, sobretudo, porque na baliza não vai estar o Rui Patrício, mas o Marcelo Boek.

publicado por Nuno Santos às 09:47

De
 
Nome

Url

Email

Guardar Dados?

Ainda não tem um Blog no SAPO? Crie já um. É grátis.

Comentário

Máximo de 4300 caracteres



Copiar caracteres

 



Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
mais sobre mim
Janeiro 2016
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

11
12
14

17
18
20
21
22

24
26
30



links
pesquisar
 
Visitantes
subscrever feeds
blogs SAPO