Outeiro Secano em Lisboa

Setembro 13 2014
Comissão dos casados
parte da procissão
Alguns dos Amigos de Outeiro Seco junto ao assador do porco
Mesa de honra da apresentação do livro

Por razões de ordem técnica com a minha internet móvel, só após o regresso a Lisboa, é que me foi possível postar a homenagem ao meu amigo Escaleira, como a festa da Sra da Azinheira, os dois acontecimentos que nos fizeram regressar a Chaves, depois de aí estarmos em agosto.

É público que eu me insiro na corrente que, defende a mudança da nossa festa para um fim de semana, convicto de que essa mudança, beneficiaria a festa, com uma maior presença de pessoas, em especial dos seus naturais não residentes, porque estando no ativo e calhando a festa em dia de semana, há muitos que não podem estar presentes, ainda que não seja o meu caso, porque em 59 anos de idade, só faltei à festa no ano de 1980, devido ao nascimento do meu filho, poucos dias antes.

Este ano, embora a festa calhasse a uma segunda-feira, e as condições atmosféricas estivessem algo adversas, foram milhares os forasteiros que acorreram à nossa festa, não tanto para lhe prestar culto ou pagar promessas à Santa, mas foram para ouvir o conjunto ou as bandas, ainda que a esmagadora maioria, fosse apenas, para verem o fogo de artifício.

E contra as minhas expectativas, nem a propalada crise que grassa no país se fez sentir, porquanto tivemos quatro dias de festa, iniciando-se logo na sexta-feira dia 5, e prolongando-se até segunda-feira dia 8.

Diga-se em abono da verdade que, a programação oficial, não teve uma grande inovação em relação aos anos anteriores, a não ser a colocação de tochas ao longo do percurso da procissão das velas, dando um ar mais solene à procissão das velas. O restante programa, andou à roda dos conjuntos de baile, e foram três os conjuntos ao longo dos quatro dias de festa, tantas quantas as bandas filarmónicas só no dia da festa.

Quanto às bandas, a da Casa da Cultura de Outeiro Seco fez a arruada matinal, a procissão e deu um concerto à tarde. As bandas de Loivos e da Cumieira (Vila Real) abrilhantaram o arraial no recinto principal da festa, porque no espaço reservado aos solteiros, actuou durante toda a noite o conjunto AF, vindo de Oliveira do Hospital, sinal de que a nossa festa ganha cada vez maior dimensão geográfica. E o exemplo foram os dois autocarros  de pessoas que, acompanharam a Banda da Cumieira, e no final se manifestaram admirados, com a grandeza da nossa festa. 

Tal como nos anos anteriores, este ano também ocorreram acontecimentos colaterais, enriquecendo o programa oficial. Alguns já se vêm tornando habituais, caindo na tradição, como  a noite do Porco Assado, uma organização independente da comissão das festas, promovida por um grupo intitulado “Os Amigos de Outeiro Seco”. Como sempre foi realizado junto ao polivalente, e além de um porco assado no espeto à maneira medieval, este ano teve um conjunto e uma descarga de fogo de artifício, a qual durou 12 minutos. Esta sessão foi coordenada por jovens amadores, com grande paixão pela arte da pirotecnia.

Nesse mesmo dia realizou-se o tradicional jogo de futebol, entre os solteiros e casados. Esta tradição tem vindo a decair, pois outrora, realizava-se um jogo de futebol de 11, onde ficava difícil formar as equipas tanta era a oferta de jogadores. Agora passou-se para futebol de 5 e  mesmo assim, houve dificuldades em encontrar atletas em número suficiente, para formar a equipa dos casados, que perderam, claro está.

No domingo à tarde do dia 7 ocorreu um outro evento, também fora do âmbito da programação oficial da festa. Tratou-se da apresentação de um livro, que ao mesmo tempo,  foi uma homenagem ao senhor Augusto Escaleira, uma figura referencial da aldeia, não tanto por ser  uma figura pública na verdadeira aceção da palavra, mas que serviu de exemplo para todos nós, pelo seu arrojo e inconformismo com a vida. Além disso esta homenagem ao senhor Augusto Escaleira, porque não é natural de Outeiro Seco, veio demonstrar que somos um povo que, sabe receber e integrar.

Este livro com recolhas de Altino Rio, foi escrito e romanceado pelo Herculano Pombo, o cronista oficial da aldeia, chama-se o Rabo Vermelho do Destino, e tem um título que assenta bem, na personalidade central do livro.

O lançamento deste livro, permitiu dar a conhecer à nossa comunidade uma outra outeiro secana, em quem são depositadas grandes esperanças, para continuar o legado da nossa cultura local. Trata-se da Dora Joana Serra, que fez a sua apresentação e tem já colaborado noutros projectos, mas porque tem residência fixa na aldeia e uma grande capacidade cultural, esperamos que venha a ser uma grande mais valia, para o futuro da cultura da nossa terra.

 

De regresso ao programam da festa, na noite do dia 8, quando se esperava a cereja no topo do bolo, ou seja a descarga do fogo de artifício, um problema técnico ou negligência dos técnicos pirotécnicos, causou uma sensação de frustração às pessoas que ali se deslocaram, porquanto, o remate final que costuma deixar as pessoas em êxtase, desta vez não saiu, talvez porque tenha ficado um fio mal ligado, ou se desligou durante a descarga.

O facto gerou um grande descontentamento nos mais aficionados pelo fogo de artifício, e uma enorme frustração na comissão de festas, que tanto tinham investido neste momento.  Apesar deste incidente e da comissão ter assumido isso como um fracasso, eles estão isentos de culpa e depois de tanto trabalho durante cerca de quatro meses, não mereciam este desfecho.

Apesar disso não deixam de estar de parabéns pelo muito que fizeram, tanto a comissão dos casados como a dos solteiros, assim como todos quantos se envolveram na sua promoção, ajudando a cumprir-se esta tradição centenária da realização da festa da Sra da Azinheira.

Em jeito de conclusão deixo o desafio lançado pelo nosso amigo Herculano Pombo, o de saber a razão, porque a nossa festa se chama Sra da Azinheira, há várias centenas de anos? Todos sabemos que a Senhora “apareceu” sobre uma azinheira em Fátima no ano de 1917. Será que conseguiremos chegar à origem do nome da nossa festa?

 

 

publicado por Nuno Santos às 23:31

é meu amigo mais uma vez outeiro seco disse a que veio bela festa
mais uma vez vai alargando fronteiras eu acho isso muito bom
ao contrário de ti eu só fui a uma depois que daí saí mas sem viver o problema continuo a ter orgulho de ter dia certo a nossa festa assim como o são miguel nessa dei mais sorte pois já estive mais de uma vez
dessa comissão acho que só conheço o teu primo mas li uma declaração do antónio alves sobre o fogo que muto me orgulha pois sem falar de crise mas sim de união e vontade levaram adiante um belo espetáculo grande festa
embora não goste de falar de futebol lá vou os resultados d liga 2 e o meu desportivo bem mais 2 jornadas e lá estará na ponta abraço
vasco sobreira garcia a 15 de Setembro de 2014 às 01:15

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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