Outeiro Secano em Lisboa

Março 15 2014

 

Com exceção dos benfiquistas que vão exultando com as vitórias do seu clube, pouco mais tem acontecido de bom no nosso país. Até mesmo a vitória do Benfica em Londres, frente ao Totenham, pese embora se realce desportivamente o feito, acabou manchada pela má conduta do seu treinador Jorge Jesus, levando a imprensa estrangeira, a destacar mais esse ato da falta de fair play, do que a justa e brilhante vitória.

Politicamente ficamos a saber que os consensos tão apregoados, afinal são apenas uma mera retórica. Pois quando um grupo de personalidades transversais a todo o espectro político, da direita à esquerda, cujo exemplo são Prof. Adriano Moreira e Francisco Louçã, apresentaram um manifesto, preconizando linhas de orientação alternativas, para Portugal poder sair o mais depressa possível da crise, o qual terá de passar pela reestruturação da dívida, o governo só não os excomungou, porque só a igreja tem esse direito.

Esta semana soube-se também que o processo contra o banqueiro Jardim Gonçalves e a sua equipa de administração do BCP, prescreveu, ao fim de quase dez anos na justiça. Os juízes queixaram-se de que tiveram pouco tempo para analisar o processo, e de que o mesmo, se atrasara no Banco de Portugal. Infelizmente parece não ser apenas o processo de Jardim Gonçalves a precrever, o mesmo aconteceu com o de João Rendeiro do BPP - Banco Privado Português e Oliveira e Costado BPN tambémjá pediu a prescrição do seu processo. Uma vergonha, é se ladrão por roubar um tostão e um heroi por roubar um milhão. 

Curiosamente o actual governador do Banco de Portugal, era o diretor do sector internacional do BCP à data das más práticas imputadas à administração do banco, a qual, quando foi exonerada, receberam de indemnização, 108.000.000,00 € (Cento e oito milhões de euros).

Entretanto também li no jornal a Voz de Chaves, um artigo do João Madureira, sobre a CIMAT, Comunidade Inter Municipal do Alto Tâmega. As CIM são um organismo criado por Miguel Relvas, quando este ainda era ministro, e que agora voltou a ser ressuscitado para a política por Passos Coelho, ao que parece, as CIM servem apenas para alojar figuras retiradas da política, ou então, serão um ensaio para uma futura agregação de municípios, à semelhança do que aconteceu com as freguesias, só que as poupanças com essas agregações, pelos vistos estão agora a ser gastas com as CIM.

É por estas e por outras que o futuro deste país está cada vez mais sombrio, com os indicadores económicos a recuarem já uma década, e com o largo da Assembleia da República a tornar-se no manifestódromo do país.

 

 

publicado por Nuno Santos às 17:20

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Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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