Outeiro Secano em Lisboa

Março 23 2014

A propósito do dia mundial da água celebrado ontem, dia 22 de março, o jornal Público publicou uma reportagem sobre aquedutos, os quais, são hoje meras obras de arquitetura, mas que tiveram no passado, uma importância vital, para levarem a água às populações.

São vários os aquedutos ainda hoje se podem ver espalhados pelo país, salientamos pelo seu conhecimento e pela sua perenidade, o de Vila do Conde, mais conhecido pelos Arcos que, até dão o nome ao estádio do Rio Ave, ali ao lado, mais a sul, são os de; Óbidos, Tomar, Évora, Santo Antão do Tojal, Pegões, Elvas e por fim aquele com maior distância, mas também maior importância, porque abastecia um maior número de pessoas, o Aqueduto das Aguas Livres em Lisboa.

Todos nós estudamos na história que este aqueduto, ainda hoje um dos maiores e mais belos monumentos de Lisboa, fora mandado construir pelo rei D. João V, mas o projecto da sua construção, remonta muitos anos atrás, mesmo ao tempo da romanização da península, quando os romanos construiram uma barragem na região de Belas, local onde se inicia o aqueduto das Águas Livres, com intuito de fazerem aí a captação da água, para abastecer Lisboa.

O aqueduto das Águas Livres tem uma tal robustez e técnica de construção que, passou incólume ao terramoto de 1755, pese embora esse terramoto tivesse segundo os estudos atuais, uma dimensão de 9 graus na escala de Rischter.

E se nessa altura o aqueduto impressionou todos os estrangeiros que vieram a Portugal fazer a cobertura do terramoto, porque a amplitude da sua devastação impressionou toda a Europa, fazendo por isso deslocar a Lisboa centenas de ilustradores, porque à época ainda não havia ainda a fotografia. O aqueduto não deixou de os impressionar, não só pela sua imponência, mas sobretudo, pela sua resistência à devastação do terramoto.

Quem nos tempos mais próximos visite Lisboa, e queira ficar a conhecer melhor este grandioso monumento, recomendo-lhes uma passagem pela zona de Campolide, no chamado Vale de Alcântara, e depois uma visita à mãe de Agua nas Amoreiras, próximo do Largo do Rato e junto ao museu Vieira da Silva/Arpad Szene, e assim ganham dois em um, visitam a mãe de água, donde se avista um belo panorama da cidade, mais o museu Vieira da Silva, uma das pintoras mais célebres da pintura nacional e mundial.

 

 

publicado por Nuno Santos às 09:57

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Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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