Outeiro Secano em Lisboa

Novembro 07 2015

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A vida é como um carrossel, ora tem momentos em que estamos em baixo, como a seguir, nos eleva o astral. E se na noite de quinta-feira fiquei deprimido, pela humilhante derrota do Sporting, na Albânia, a noite de ontem foi de êxtase,  assistindo ao concerto do Rui Veloso, no Meo Arena.

Já por diversas vezes assisti a concertos ao vivo do Rui Veloso, mas por razões particulares, há três concertos que, gravo na minha memória. O primeiro foi no velhinho estádio José de Alvalade, quando o Rui Veloso fez a primeira parte do concerto de Paul Simon, estando a fazer a promoção do seu disco, Mingos e Samurais.

Foi um momento inesquecível, ouvindo cinquenta mil vozes a cantar temas como; “Não há estrelas no Céu” ou a “Paixão”. Nesse concerto o Montepio Geral, como promotor desse espectáculo, tinha distribuído isqueiros a cada espetador, para darem mais brilho às canções do Paul Simon, como “The Voice of Silence”, só que foi nas canções do Rui Veloso que, os isqueiros mais brilharam.

Anos mais tarde, assisti a um outro concerto memorável no Coliseu de Lisboa, onde cantou mais de trinta canções, um concerto que acabou, perto das duas da manhã.

O último concerto foi ontem no Meo Arena, comemorando os seus trinta e cinco anos de carreira. Depois de um tempo afastado dos palcos, o Rui Veloso demonstrou estar ainda em grande forma, e com muito para dar ao mundo do espectáculo.

Ontem apresentou-nos como que dois espetáculos, primeiro assumiu a sua vertente roqueira, e muitas das canções, foram apresentadas nessa versão. Foi já no encore, que o concerto teve uma fase mais intimista, quando sentado em palco cantou temas como “Jura”, “Gargantilha” “Paixão” “Não há Estrelas no Céu” terminando com os milhares de pessoas que enchiam o Meo Arena, a cantar e a dançar, ao som do “Baile da Paróquia”.

Ora depois destes tempos algo conturbados em que vivemos, por via das incertezas de ordem governativa, nada melhor do que este concerto para nos tranquilizar o espírito e lembrar-mo-nos, de que há vida para lá da formação de governos e dos orçamentos de estado.

publicado por Nuno Santos às 10:12

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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