Outeiro Secano em Lisboa

Janeiro 03 2015

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Os meus contemporâneos estarão lembrados de um álbum dos Supertramp chamado “Crisis what Crisis” editado em 1975, já lá vão 40 anos, como o tempo voa. Vem este título a propósito da crise no Sporting, a qual tem alimentado as notícias nas últimas duas semanas.

É costume dizer-se que uns têm problemas mas, outros inventam-nos, e no meu clube isso é recorrente , parece que não tem outra forma de viver senão em crise permanente. Umas vezes é por causa da crise financeira, outras pela crise de resultados, outras por crises directivas, agora parece estar instalada uma crise de coabitação, entre o presidente e o treinador.

Claro que os presidentes deveriam dirigir e os técnicos treinarem, mas como o futebol deixou de ser um desporto e virou uma actividade económica, o papel do treinador foi desvalorizado, em detrimento de uma estrutura dirigente que rege o futebol, não pelos ideais desportivos, mas, por razões economicistas. Depois existem ainda os  interesses de agentes externos aos clubes, os quais influenciam o desempenho dos mesmos.

Mas como a maioria dos adeptos como eu, ainda não encarnaram esse espírito, continuam a por a emoção e o amor ao clube, acima de todos estes interesses que se movem à roda do fenómeno, sofrendo depois com todos estes constrangimentos.

Por exemplo hoje apesar do frio que se faz sentir, logo á noite lá estarei em Alvalade para apoiar o meu Sporting, no jogo contra o Estoril. Agora vejam só o paradoxo, no banco do Estoril irá estar sentado como treinador dessa equipa, o José Couceiro, em quem eu votei para presidente do Sporting, nas últimas eleições.

Curiosamente o outro clube do qual sou sócio, o Desportivo de Chaves, também viveu alguma turbulência nesta quadra natalícia. Apesar de estar apenas a três pontos da liderança, a "Direcção" despediu o seu treinador Norton de Matos, substituindo-o por Carlos Pinto, que assim regressa a uma terra e a um clube onde foi feliz, mas como jogador.

Também neste caso não são conhecidos os pormenores dessa quebra de confiança, entre a estrutura dirigente e o treinador, até porque nesse aspecto o Desportivo de Chaves, é dirigido com alguma opacidade, mas isso são contas de outro rosário.

Carlos Pinto regressa ao que agora se designa como “cadeira de sonho”. Só nos resta esperar que seja tão feliz como treinador, quanto foi como jogador, pois não nos podemos esquecer de que como jogador, Carlos Pinto está associado a um dos feitos mais gloriosos do clube, a final da Taça de Portugal no Jamor.

 

 

 

 

 

 

 

publicado por Nuno Santos às 10:00

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Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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