Outeiro Secano em Lisboa

Maio 03 2014

 

 

Há duas formas de fazer o percurso entre a Alemanha e a Dinamarca, uma é feita de barco, outra por terra ainda que sob uma ponte. O primeira fizémo-lo de barco, nuns ferrys que mais parecem paquetes, tal a oferta comercial que proporcionam aos seus viajantes, desde a restauração ao comércio, pois até têm um mini casino.

Desde o local de desembarque já na Dinamarca até Copenhaga, são ainda cerca de quarenta e cinco quilómetros, sempre em auto estrada sem portagens.

De salientar que os mil novecentos e oitenta e cinco quilómetros que percorremos, durante os cinco dias que durou a nossa viagem, foram sempre percorridos em auto estradas sem portagens, tanto na Holanda, como na Alemanha, Dinamarca ou na Suécia, pagamos apenas portagens em dois túneis, e na travessia do ferry.

Infelizmente isso não acontece no nosso país, onde funciona o princípio do utilizador pagador, pese embora tanto as auto estradas desses países como as nossas, tenham sido financiadas com fundos comunitários, e não se pense que têm poucas, embora nos acusem de sermos uns gastadores.

Já tínhamos estado em Copenhaga há cerca de cinco anos, mas é sempre bom revisitar locais, porque servem para revivermos memórias, e ao mesmo tempo, vermos a evolução e dinâmicas das coisas.

Copenhaga não é propriamente uma grande cidade, quer em dimensão como em beleza, embora, tenha vários pontos de interesse tanto no plano histórico como arquitectónico, conciliando bem o antigo e o moderno.

Do antigo destacam-se o castelo de Rosenberg onde se guardam as jóias da coroa, os Palácios Amalienborg, onde vive a família real, o palácio Christianborg e o Tivoli, um dos parques de diversões que, é o mais antigo da Europa.

Como símbolo da modernidade destacam-se a sua biblioteca, conhecida como diamante negro, por causa da sua arquitectura facetada e do reflexo que a água exerce nas suas paredes de vidro, cujo brilho dá o efeito de um diamante.

Outro dos edifícios modernos desta cidade é casa da Opera, considerada uma das melhores do mundo, quer pela sua qualidade como pelo preço da sua construção, orçada em cerca de 500 milhões de dólares.

Não sabemos se teve derrapagens financeiras, mas atendendo ao rigor dos povos do norte, acreditamos que não tenha havido e se houvesse, por certo que alguém pagaria por isso, pois ali a culpa não costuma morrer solteira, como acontece no nosso país.

Dormimos e jantamos em Copenhaga, onde o custo de vida não é barato, mesmo em comparação com os países limítrofes. O hotel onde dormimos, sendo o de menor qualidade, foi o mais caros do nosso circuito, o que atesta bem preço da qualidade de vida, em Copenhaga.

Nesta cidade existe o restaurante NOMA, que na última segunda-feira de abril, foi eleito pela quarta vez o melhor restaurante do mundo, destronando dessa posição o El Celler de can Roca em Barcelona, o qual passou para segundo. O tempo de espera pela reserva de uma mesa no NOMA é mais de um ano,

 

Existem depois no Nyhavn, uma zona típica da cidade, ao género das nossas Docas em Lisboa, ou da Ribeira no Porto, muitos restaurantes onde a escolha é variada.

 

Um outro ponto de interesse em Copenhaga é a Cristhiania. Trata-se de um bairro auto proclamado autónomo e sustentável, onde vive umacomunidade algo parecida com a comunidade Tamera no concelho de Odemira.

Os seus habitantes são uma espécie de Hipis dos tempos modernos, que vivem segundo as suas próprias regras, com escolas e currículos escolares diferenciados da generalidade dos restantes dinamarqueses. Há quem diga que eles viveé da receita da “erva” que vendem.

Passamos por lá numa de mirones mas nota-se o aroma que paira no ar, fazendo lembrar o mesmo aroma que se sente em Amesterdão, quando se passa em frente das coffe shops.

publicado por Nuno Santos às 09:22

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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