Outeiro Secano em Lisboa

Maio 10 2014

A partir do ano 2000 a Dinamarca e a Suécia ficaram ligadas por uma ponte, parecendo uma réplica da nossa Vasco da Gama, que aproximou ainda mais as cidades de Copenhaga à de Malmoe.

Segundo reza a história, a cidade de Malmoe quando da sua fundação no século XIII era dinamarquesa, mas a dinâmica dos tempos, nomeadamente as guerras entre os dois reinos, tornou-a sueca no século XVII, e desde aí os dinamarqueses jamais a recuperaram, pese embora nessa época, tivesse sido a segunda maior cidade da Dinamarca.

Estes dois países integram a união europeia, mas não a união monetária, por isso têm uma moeda própria e com o mesmo nome, a Koroa, mas cotação diferente. O custo de vida na Suécia é mais barato do que na Dinamarca, sentimos isso nas refeições e no hotel onde dormimos em Malmoe, o melhor e o mais barato do circuito.

À semelhança de Copenhaga, em Malmoe também se encontra a dicotomia entre o antigo e o moderno apenas no tocante à arquitectura, porque em relação ao seu estado social, os dois países estão muito à frente, naquilo a que se chama vanguarda, aliás têm sido estes países que têm servido de modelo, aos restantes países europeus.

À entrada da cidade encontra-se um edifício que, é o expoente máximo desse modernismo. Chamam-lhe o “tronco torcido” ou torre do Calatrava, em homenagem a Santiago Calatrava o arquitecto espanhol que a projectou, o mesmo que projectou a nossa Gare do Oriente.

No centro histórico existem imensos edifícios datados dos séculos XVII e XVIII, com enormes praças e esplanadas, muito comuns nos países do norte, pese embora as baixas temperaturas que se fazem em boa parte do ano. As esplanadas servem para apanhar o pouco sol quando aparece,são cobertas com aquecimento a gás e têm uma manta de lã em todas as cadeiras, mas para quem não está habituado, tornam-se algo incómodas por causa do cheiro do gás.

Malmoe é actualmente a terceira maior cidade da Suécia, sendo um importante porto marítimo outrora pertencente à Liga Hanseática. É importante pela sua indústria cervejeira, química e florestal.

Como era uma segunda-feira e feriado, havia poucos malmoenses nas ruas, porque tinham aproveitado o fim de semana prolongado para irem para as suas casas de campo.

O maior sonho dos nórdicos além de viajarem pelo mundo, é possuírem um barco e uma cabana no campo. À sexta-feira atrelam o barco ao carro e lá vão eles rumo às montanhas, pescar salmão ou dedicar-se a outras actividades, deixando as cidades para os turistas.

Para quem vai com pouco tempo para visitar museus, os pontos mais importantes a visitar em Malmoe são as igrejas, outrora católicas e que a partir do século XVI na sequência do movimento de Lutero viraram protestantes, o edifício da câmara e a estação central dos comboios.

Malmoe também tem praia, mas é nessa matéria que a Europa do sul lhes leva vantagem, sendo comum vermos o nosso Algarve e o sul de Espanha, cheios de nórdicos no verão. Em Amesterdão até costumam dizer “se quiseres encontrar o teu vizinho, então vai ao Algarve”.

Este foi o nosso quarto dia de viagem, daqui partimos para Bremen com passagem por Odense que, por lapso já foi aqui publicado.

 

publicado por Nuno Santos às 08:24

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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