Outeiro Secano em Lisboa

Janeiro 29 2016

Forte São Francisco.jpg

Forte de São Francisco (Foto aérea retirada da internet)

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Forte de São Neutel ( Foto aérea retirada da internet)

Há dias durante uma curta viagem de automóvel, ouvi na antena 1, desde sempre a minha rádio de eleição, a apresentação de um projecto, o qual fora entregue no dia 18 de janeiro, na UNESCO, a organização mundial para a educação, ciência e cultura, a fim de ser reconhecido por esta entidade, com o nome de “Fortalezas Abaluartadas da Raia.

Desse projecto fazem parte as cidades de Almeida, Valença, Elvas e Marvão, as quais pretendem funcionar em rede, para deste modo, captarem um maior número de turistas, que visitarão não só as fortalezas, como nas expetativas dos autores do projecto, os presidentes destas quatro cidades, dar um maior incremento ao setor turístico das suas autarquias, em particular à restauração e à hotelaria.

Como flaviense embora não residente, senti-me triste e dececionado, por não ouvir o nome da minha cidade, ligada a este projeto, porquanto, Chaves é como sabemos, também uma cidade da raia e com fortalezas abaluartadas. Só não tem mais, porque infelizmente na década de oitenta, houve uma gestão camarária que se encarregou, de destruir a muralha que circundava a rua do Olival.

Ao que parece este projeto não é fechado, estando ainda aberto à inclusão de outras cidades que, queiram ainda aderir, donde, espero que, Chaves o não desaproveite, embora não entenda porque não o integra desde a primeira hora.

Segundo creio, a cidade Chaves até foi pioneira no projeto das Eurocidades, por isso, custa a perceber porque razão ficou agora de fora deste, quando ao que tudo indica, trará um grande valor acrescentado às cidades e regiões integrantes.

A meu ver este projeto até poderia servir a Eurocidade Chaves-Verin, integrando também a fortaleza da vila de Monterrey. Assim os turistas vindos de Valença visitariam Chaves e Monterrey, seguindo depois para Almeida, Marvão e Elvas, beneficiando-se assim o interior que tão abandonado tem estado.

Com exceção de Almeida que eu só a conheço de passagem, já estive por mais de uma vez em todas estas cidades, embora fossem visitas por conta e risco, isto é, sem um guia local. A esse propósito elogio uma visita guiada que fiz o verão passado à judiaria da Guarda, onde tive oportunidade de conhecer a cidade como nunca a tinha conhecido, pese embora não fosse a primeira vez que a visitava.

Ora, como os bons exemplos se devem imitar, era bom que o departamento de turismo da câmara de Chaves formasse também guias com conhecimentos para mostrar a nossa bela cidade, fazendo o seu devido enquadramento histórico e que é muito rico, desde a romanização até à implantação da república.

publicado por Nuno Santos às 07:48

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Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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