Outeiro Secano em Lisboa

Dezembro 02 2014

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O poeta Ary dos Santos escreveu que, “Natal é em Dezembro / Mas em Maio pode ser / Natal é em Setembro /É quando um homem quiser” e após o falecimento do meu pai, e com a minha mãe a passar o Natal no Alentejo, eu passei a ter vários natais.

Todos os anos no início do mês de dezembro, costumamos ir ao Alentejo a casa do meu irmão Diamantino, aproveitando para fazer uma ceia, semelhante à de natal. Porém este ano foi ele quem veio a Lisboa, donde fizemos a ceia em minha casa, havendo natal no dia 30 de novembro.

Na próxima sexta-feira dia 5 de dezembro, uns colegas estão a organizar um jantar de natal, no restaurante Meninos do Rio no Cais do Sodré,  para depois  no próximo dia 19 de dezembro, realizarmos o almoço de natal do nosso escritório.

No próximo dia no 20, lá vamos nós até Chaves, onde no dia 24 haverá de novo Natal, com a tradicional romagem a casa dos tios e primos, seguindo-se depois a tradicional ceia e a troca de prendas.

É deste modo que eu tenho agora vários natais, muito diferentes do tempo em que o meu avô Eurico era vivo, e reuniamos toda a família em sua casa, a mesma que agora é nossa e se mantém fechada nesse dia.

Era o tempo em que o Natal tinha alguma magia para mim. Claro que para os mais novos, essa magia continua, mas para mim o dia de Natal apenas me trás nostalgia, porquanto, trás-me à memória pessoas e momentos irrepetíveis.

publicado por Nuno Santos às 18:47

Amigo Nuno
Um abraço de amizade para ti e tua esposa Celeste.
Partilho inteiramente do teu modo de ver o Natal. Ele pode ser criado e realizado em qualquer dia do ano, pois a festa da partilha, da fraternidade e do amor, não deve condicionar-se a uma data ou uma efeméride por mais importante que seja. Só que também eu vivo uma nostalgia profunda da vivência do Natal de outrora, porque debaixo do mesmo teto a família se reunia num verdadeiro convívio e festa. Hoje tudo é diferente, com um corrosivo stress quanto às prendas e à vontade de estar presente onde não é possível estar. A família continua a ser um verdadeiro suporte para amenizar as desventuras do tempo presente, mas está desagregada porque cada um vive distante, ligado apenas pelos meios cibernéticos mas sem o contacto direto que tanta falta nos faz. Esta sociedade evoluiu imenso, mas também criou o desmembrar das raízes que a árvore/família constituía.
Cá ficamos a aguardar a tua vinda a Outeiro Seco, mas o meu abraço natalício encontra-se lá para as bandas do Porto, deixando outros entes queridos a quilómetros de distância. Coisas da vida.
Manuel Ferrador a 5 de Dezembro de 2014 às 18:52

meu amigo vou aproveitar um pedacinho do teu ultimo paragrafo
trás-me à memória pessoas e momentos irrepetíveis
é isso abraço
vasco sobreira garcia a 5 de Dezembro de 2014 às 21:27

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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