Outeiro Secano em Lisboa

Setembro 09 2014
 
Episódio VII
 

Apesar das recentes alterações nas regras da facturação, as quais desde que emitidas com o número de contribuinte, permitem ganhar carros de alta cilindrada, as facturas emitidas para os Clientes, quer por sistema informático ou impressas em tipografia, tinham como regra essencial exigida pela Administração Fiscal, o de serem sequenciais, tanto na data de emissão como na sua numeração.

Ora, quando alguém da Nucase fazia a recolha dos documentos nos clientes, uma das formas de controlo se faltavam ou não documentos, era precisamente ver se a numeração das facturas estava sequencial.

Um dia, o Filipe, um jovem colaborador no serviço externo, filho da D. Bertília primeira empregada de limpeza da Nucase, enquanto fazia a recolha de documentos num cliente, constatou que, faltavam várias facturas de Clientes.

Quando questionou o gerente sobre o hiato na numeração, este respondeu-lhe com a maior naturalidade:

- O quê faltam facturas! Se calhar foi o Artur que as comeu!

- Mas como! senão trabalha aqui nenhum Artur - retorquiu o Filipe que conhecia todo o pessoal da pequena empresa;

- O Artur é o nosso cão.

 Disse o gerente apontando para um grande pastor alemão que, durante a noite guardava as instalações, sendo mais eficaz e mais barato do que uma central de alarmes.

- Hum! Sorriu o Filipe com ar de quem não acreditava naquilo que ouvia.

- Ai não acreditas? Então já vais ver! - Artur toma! E atirou-lhe um maço de papéis.

Qual não foi o espanto do Filipe quando viu o cão num ápice, comer o maço de papéis.      

 
 
publicado por Nuno Santos às 08:44

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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