Outeiro Secano em Lisboa

Outubro 14 2014

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Segundo informação de um leitor deste blog, o nosso rio pequeno chegou ontem à noite, por volta das 22 horas. Tal como era expectável face à forte pluviosidade deste ano, o rio veio mais cedo, chegando antes dos Santos. Com a vinda do rio, a aldeia apenas ganhou maior atractividade, porquanto,  a importância sócio-económica que  o rio tinha antes para a aldeia, há muito se perdeu.

Senão vejamos, as leiteiras já não lavam os seus cântaros no rio, porque já não há leiteiras, claro que há leite, mas no mini mercado Sapo, ou nos supermercados da cidade. 

As senhoras já não lavam as roupas nos lavadouros, nem as põem a corar nas lameiras, porque existe uma máquina de lavar em cada casa da aldeia, outras até têm máquinas de secar. Mesmo a rega é feita agora através de furos e poços, não se vendo os baldões ou cegonhas que, antes se viam nos Pelâmes.

Mas há uma outra faceta que me deixa uma grande nostalgia, já não se vêem os garotos a tomar banho nos Pelâmes, e mandar maleitas para casa dos ricos, enquanto secavam o corpo à camisa.   

publicado por Nuno Santos às 13:35

"Permitam-me que comece pelo rio pequeno, que atravessa a nossa aldeia, vindo lá das terras de Bustelo, correndo furiosamente no Inverno, tudo levando na frente - palheiros, cabaças, paus e até meninos. Na Primavera, já vai de mansinho, pondo à vista as fragas e serpenteando as ougas verdes, até que, no princípio do Verão, desiste de se entregar ao Tâmega e sossega em pequenos charcos, onde a canalha se delicia com aventuras e travessuras próprias da idade, ficando finalmente só um leito seco de areia e detritos, numa espera parada que mal dá de beber às raízes dos raros amieiros das margens." O amachuco fatal , in Memoriias do arco da velha, Herculano Pombo e Altino Rio
hpombo a 15 de Outubro de 2014 às 10:37

Obrigado amigo pelo teu comentário, e pelo sentimento que nutres por estas pequenas coisas da nossa comunidade.
Um abraço,
Nuno Santos a 15 de Outubro de 2014 às 12:11

o tejo é mais belo que o rio que corre na minha aldeia
mas o tejo não é mais belo que o rio que corre na minha aldeia
e eu sei disso ó quantas lembranças
vasco sobreira garcia a 19 de Outubro de 2014 às 00:12

Pois é Vasco! Como eu te compreendo, lembras-te das Freiras e das fragas lo lameiro do João Russo, oh quantas vezes lá te sentastes e por certo tantos sonhos acalentastes, bem diferentes daqueles que se tornaram na tua realidade. É a vida amigo, é a vida.
Um abraço,
Nuno Santos

olha como são as coisas ontem vi a foto de uma cardiela no blog do berto alferes e hoje quando vinha para casa comecei a lembrar dos tertulhos e a ultima vez que eu e o meu pai fomos a eles
ali para os lados do mocho isso em 2005 ou 2007 e eu entrei no meio de umas giestas e o meu pai disse sai daí pois aí não há nada nuno foi o maior fartote da tarde
aí chego a casa e vou ver o face eis o que está lá
a leonor moreiras posta fomos aos niscarros e as rocas e mais uma foto
eu penso esse pessoal não pensa neste saudoso coração e joga bastante pesado eu só espero que ele aguente
quanto aos sonhoseu continuo a sonhar pois o sonho comanda a vida abraço
vasco sobreira garcia a 20 de Outubro de 2014 às 23:16

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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