Segundo informação de um leitor deste blog, o nosso rio pequeno chegou ontem à noite, por volta das 22 horas. Tal como era expectável face à forte pluviosidade deste ano, o rio veio mais cedo, chegando antes dos Santos. Com a vinda do rio, a aldeia apenas ganhou maior atractividade, porquanto, a importância sócio-económica que o rio tinha antes para a aldeia, há muito se perdeu.
Senão vejamos, as leiteiras já não lavam os seus cântaros no rio, porque já não há leiteiras, claro que há leite, mas no mini mercado Sapo, ou nos supermercados da cidade.
As senhoras já não lavam as roupas nos lavadouros, nem as põem a corar nas lameiras, porque existe uma máquina de lavar em cada casa da aldeia, outras até têm máquinas de secar. Mesmo a rega é feita agora através de furos e poços, não se vendo os baldões ou cegonhas que, antes se viam nos Pelâmes.
Mas há uma outra faceta que me deixa uma grande nostalgia, já não se vêem os garotos a tomar banho nos Pelâmes, e mandar maleitas para casa dos ricos, enquanto secavam o corpo à camisa.
