Outeiro Secano em Lisboa

Fevereiro 08 2016

solar.jpeg

 

Há dias li no blogue do Luís Montalvão ( http://velhariasdoluis.blogspot.pt/ ) mais um excelente post, dedicado ao solar dos Montalvões, o qual é um grito de revolta e de indignação, pela contínua degradação do solar.

O Luís embora de origens transmontanas é natural de Lisboa, mas tem sido dos poucos que, publicamente tem assumido as dores, por ver a contínua degradação do solar, talvez por homenagem ao seu pai, José Manuel Montalvão, neto do Dr. José Maria Ferreira Montalvão, seguramente um dos familiares que, mais usufruiu do solar, quando passava as férias grandes com os avôs, em Outeiro Seco .

Nesse post o Luís dava conhecimento do solar estar registado no site http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=35397.

Na altura eu comentei o post, congratulando-me por mais um registo, convencido de que Outeiro Seco, passava agora a ter dois imóveis do nosso património material registados, o solar e a igreja da Sra da Azinheira.

Em resposta o Luís informou-me de que, Outeiro Seco, tinha mais património  registado entre os quais;

Capela da Senhora da Portela

Cruzeiro Senhora da Portela

Cruzeiro em frente do Solar

Antiga Escola Primária

Vale de Lagares.

Só que Outeiro Seco, tem muito mais património, digno desse registo. Desde logo, a Capela da Sra do Rosário, nomeadamente após a descoberta dos frescos e do seu recente restauro, além da sua Ara Romana. A Capela da Sant'Ana, primeiro pela sua origem, um altar pagão, depois pela recente descoberta, do presépio cavado na rocha, assim como o Castro, adjacente. O Calvário que em extensão é o maior do concelho, assim como um outro Cruzeiro, junto à anterior escola primária, mais a Pedra de Mesa, a qual serviu como tribunal na época medieval.

Mas segundo  o Luís Montalvão, para  propor aos Monumentos o seu reconhecimento, torna-se necessário serem fotografadas, e com um texto fundamentado. Ora todos reconhecemos os dotes de fotógrafo, do nosso conterrâneo, Humberto Ferreira, assim como os seus dotes de escrita. Por isso aqui fica o repto, a proposta de reconhecimento, de mais este nosso património material de Outeiro Seco.

 

 

 

 

 

 

 

publicado por Nuno Santos às 12:15

Essa imagem do Solar é desoladora
Maria Eugénia Bernardo Afonso a 9 de Fevereiro de 2016 às 03:01

Bom dia Nuno,
Agradeço os elogios que me diriges, mas como sabes, não são partilhados por muitos.
Quanto ao que propões, de uma forma geral, considero que seja uma boa ideia, mas neste momento, acho mais importante tentar limpar a nossa Aldeia dos muitos anos de lixo e esgotos que nela têm vindo a ser despejados pelos sucessivos executivos da CMChaves e Junta de Freguesia.
Refiro-me principalmente à lixeira no Aloque e Mina e, aos esgotos em Vale Salgueiro, que vêm parar à Ribeira, contaminando não só a água e terras da nossa Aldeia, mas de todas aquelas que são servidas pelo Rio Tâmega.
A verdade é que a nossa Aldeia, mais parece a lixeira particular da CMChaves.
E só isto para mim, já é demasiado, tendo em conta as limitações a que estou sujeito e às poucas manifestações de apoio que tenho tido, e que, por incrível que pareça, provêm maioritariamente de pessoas de fora da nossa Aldeia.
Portanto, enquanto esses problemas subsistirem, com ou sem apoio, continuarei a divulgar essas situações, que para além de nos prejudicar nos nossos dias, continuarão a prejudicar as gerações vindouras, porque tanta porcaria não desaparece da terra e da água de um dia para o outro.
Considero que nunca poderemos ter nada de bom, enquanto não resolvermos aquilo que está mal. Não adianta varrermos a entrada e deixar o lixo debaixo do tapete. Neste caso, como na maioria dos casos, o bom e o mau não podem coexistir. Mas esta tem sido e é apenas a minha opinião.
Em relação ao património material que enumeras, penso que possa haver problemas com o Calvário, uma vez que muitas das cruzes foram substituídas pelos mais diversos motivos e não se sabe (ou pelo menos eu não sei) onde estão guardadas as cruzes originais, porque não quero nem sequer pensar que tenham sido destruídas.
Não é a mesma coisa termos um calvário com cruzes “talhadas/esculpidas” mecanicamente há 10 anos (por exemplo), do que termos cruzes “talhadas/esculpidas” manualmente por um pedreiro há 300 anos.
Por falar nisso, em 2019 o nosso Calvário fará 300 anos, se tivermos em consideração a data de 1719, esculpida nas “Três Cruzes”.
Um abraço e bom dia de Carnaval,
Berto
Humberto Ferreira a 9 de Fevereiro de 2016 às 10:00

Olá Berto,
Obrigado pela visita ao blogue. Quanto às tuas preocupações ambientais da nossa aldeia, claro que te acompanho, embora confesse a minha pouca proatividade, não porque tenha algum comprometimento com as autoridades locais, mas sobretudo, por não ter um conhecimento tão profundo dessa realidade, por causa da minha situação de não residente.
Quanto aos esgotos a céu aberto, essa situação é de facto paradoxal, tanto mais que a minha família, até fomos de certa forma beneficiados, no preço pago quando da expropriação da nossa propriedade do Sabugueiro, precisamente, pela urgência que tinham, na ligação dos esgotos do parque empresarial, à central de tratamentos. Ora como isso já foi há uns anos, não entendo porque razão, essa situação persiste.
Sobre a valorização do património material da aldeia, e no tocante à questão do Calvário, claro que as cruzes originais se perderam, da mesma forma que se tem vindo a perder, outro património da igreja que vem sendo substituído, por outro mais moderno. Assim peças antigas como candelabros castiçais e outros, que poderiam figurar numa espécie de museu quer na aldeia ou no museu de arte sacra da cidade, onde estão alguns dos santos da capela de Santa Rita, ou foram para o lixo ou vendidas ao desbarato a antiquários.
Não sei se sabes mas na senhora da Azinheira, havia um altar mor em talha dourada, igual ao que existe na igreja da Matriz. Mas quando das grandes obras de requalificação, em que a repuseram o estilo românico na igreja, o altar foi pura e simplesmente destruído. São estes crimes culturais aos quais vamos assistindo, muitas vezes impotentes e sem reação, daí que aprecie a tua cruzada contra esses crimes ambientais, e conta comigo para apoiar essa causa.
Um abraço,
Nuno Santos
Nuno Santos a 9 de Fevereiro de 2016 às 17:57

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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