Outeiro Secano em Lisboa

Janeiro 17 2015

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Foto de Fernando Ribeiro

 

Desde a idade média que as universidades são uma fonte de conhecimento, trazendo desenvolvimento aos meios onde estão inseridas, vejamos os casos de Aveiro e Braga, duas cidades que se têm desenvolvido no meio industrial e científico, muito à base das suas universidades.

Uma boa parte das universidades em todo o mundo, funcionam num modelo multi camp, permitindo uma descentralização, beneficiando desse modo, um maior número de população,  porque os estudantes não necessitam de se desmobilizar tanto das suas terras, e ajudam as economias locais.

Também a UTAD – Universidade de Trás os Montes e Alto Douro a certa altura seguiu esse modelo, abrindo um polo em Miranda do Douro e outro em Chaves, talvez porque a criação desses polos, lhe trouxesse na altura alguns benefícios patrimoniais via FCT, mas foi como uma espécie de brinquedo que, se dá a uma criança e depois se retira.

Assim, o polo de Miranda do Douro, teve pouca duração e o de Chaves, que, funcionou na cidade numas instalações comerciais e inadequadas ao ensino, viveu sempre sobre a ameaça do encerramento. Claro que quem mais sofreu com isso, foi a região, mas também a freguesia de Outeiro Seco, local onde esteve projectada a sua implantação.

Para o efeito, a autarquia municipal adquiriu uma quinta com um solar, protocolizando-a à UTAD por um período de sete anos, para aí construir as novas instalações.

A quinta tinha espaço só por si, para albergar não só um polo universitário, mas a universidade inteira, e o solar, era uma joia arquitectónica do século XVIII que, devido à indefinição da UTAD em iniciar as obras  foi-se degradando, estando hoje em ruínas, conforme foto do Fernando Ribeiro.

Perante a inércia da UTAD, a própria autarquia haveria de construir numa parte da quinta, uma escola de enfermagem, ainda em funcionamento, para onde mais tarde a UTAD transferiu o seu polo, mas já com a maioria dos cursos retornados à sede, ou seja a Vila Real.

Aos poucos a UTAD foi esvaziando o polo de Chaves, estando hoje representado por dezoito funcionários, com o ultimato de que, ou vão para Vila Real ou para o desemprego.

Recentemente fizeram-se homenagens às pessoas que, estiveram à frente dos destinos do Polo de Chaves, pelo seu “brilhante” desempenho, fazendo lembrar as homenagens aos antigos administradores da PT, também pelo seu “brilhante” desempenho. Agora Outeiro Seco, prepara-se possivelmente para albergar, mais um elefante branco, à semelhança de outros investimentos locais.

Em matéria de ensino os nossos autarcas, nunca conseguiram criar o dinamismo que, outros autarcas criaram, sendo exemplo os de Macedo de Cavaleiros ou Bragança, cidades que a meu ver, não têm as potencialidades de Chaves. Sem investimento nessa área perde população, e a que fica, torna-se cada vez mais envelhecida.

 

 

 

publicado por Nuno Santos às 09:25

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Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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