Outeiro Secano em Lisboa

Junho 04 2015

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É incomensurável a força do futebol, porque desde ontem à noite que, a notícia da transferência de Jorge Jesus do Benfica para o Sporting, tem sido tema de abertura dos noticiários, relegando para segundo plano a apresentação do programa de governo da Aliança PSD – CDS PP, a qual ainda não tem nome, mas cuja medida trará mais reflexos para a sociedade portuguesa, do que esta dança de treinadores.

Mas se actualmente não tem sido fácil gerarem-se consensos, também esta mudança de treinadores, está longe disso, avaliando as reacções nas redes sociais, quer do lado dos benfiquistas, como dos sportinguistas, embora os benfiquistas se mostrem mais agastados com a situação.

Desde logo porque perderam o treinador que, nas últimas épocas lhes ganhou dez títulos, e porque a perda foi para o seu arqui-rival, o Sporting.

Do lado do Sporting contesta-se a forma como o processo se desenvolveu, nomeadamente a rescisão com o anterior treinador Marco Silva, com o qual havia ainda um vínculo, por mais três anos.

Sobre isso e em minha opinião, faltou alguma ética em todo este processo, embora a saída de Marco Silva do Sporting fosse expectável desde dezembro de 2014, não tanto pelo seu desempenho desportivo, ou falta de apoio da massa associativa, mas sobretudo, pela falta de empatia com o presidente Bruno de Carvalho. Só que este diferendo deveria ter sido resolvido, ainda antes do anúncio do novo técnico.

Quanto às expectativas do ingresso de Jorge Jesus no Sporting, falta ainda conhecer muitos pormenores sobre a equipa que ele irá ter no futuro. Porém é conhecida a garra e o empenho que Jorge Jesus imprime às suas equipas, transformando jogadores vulgares em grandes estrelas. Ora, se a formação do Sporting tem a certificação de qualidade que todos lhe reconhecem, esperamos que consiga optimizá-la de modo que o clube, possa rentabilizar este investimento.

Por outro lado também existem sportinguistas que, desaprovam esta operação, porque segundo eles, esta operação, vem inflacionar o orçamento do clube. Mas isto é como com a atual conjuntura económica. Uns defendem que a austeridade não ajuda ao desenvolvimento, outros defendem que se alcançará o sucesso, com um maior investimento.

Uma coisa é certa, o nome de Jorge Jesus já fez aportar ao clube novos investidores, o tempo dirá se a opção foi boa ou má. Eu que não fui apoiante de Bruno de Carvalho, estou como o São Tomé “Ver para crer”.

publicado por Nuno Santos às 18:30

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Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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