Outeiro Secano em Lisboa

Maio 21 2014

Ontem o auditório da SPA Sociedade Portuguesa de Autores foi pequeno, para assistir à reedição do primeiro disco a solo de José Cid, gravado em Maio de 1971. Tal feito deveu-se ao meu amigo Miguel Augusto Silva que, apesar de ser engenheiro informático por formação, tem desde há muitos anos, uma enorme paixão pela música, em especial pela discografia em vinil.

A sua paixão é de tal monta que, decidiu por a mão na massa, fazendo um período sabático na sua actividade profissional e constitui uma editora com o nome de Armoniz, em homenagem à pequena aldeia do concelho de Vinhais, de onde tem origens, pois é a terra do seu pai.

O disco original tem doze temas dez das quais com letra e música de José Cid e a originalidade de que todo o acompanhamento musical; órgão, piano, viola,viola baixo, viola solo, bateriae cravo, terem sido tocados pelo José Cid, contando apenas com o apoio de Pedro Osório na orquestração.

Este disco gravado no estúdio da Valentim de Carvalho pelo lendário técnico de som Hugo Ribeiro, que o Miguel teve o condão de recuperar a sua colaboração, juntando-lhe agora a de outro monstro da sonoplastia discográfica, a de José Fortes.

O disco foi fiel à primeira edição, porque mantém a mesma capa em cartão, feita na empresa Costa Valério Lda., uma empresa que na época vivia praticamente dessa actividade, mas face à quebra da actividade de emissão de discos em vinil, teve de se reinventar diversificando a sua actividade, mas participou agora nesta reedição.

A diferença essencial deste disco para o primeiro, resulta nos processos tecnológicos mais avançados agora utilizados na sua remasterização, acrescentado valor ao disco, mas o Miguel no libreto que acompanha o disco, explica bem todas as alterações introduzidas.

A apresentação do disco esteve a cargo do Tó Zé Brito, um  músico com fortes ligações ao José Cid,  seu companheiro no Quarteto 1111, embora ontem estivesse ali na qualidade de vice-presidente da SPA Sociedade Portuguesa de Autores.

No final da apresentação o José Cid brindou-nos com oito canções deste disco, fazendo-se acompanhar mais uma vez só mas apenas ao piano.

Este foi o primeiro trabalho editado pela Armoniz, ou seja pelo Miguel, a quem desejo um grande sucesso para ele e para a Ana, a sua mulher e colaboradora neste projecto. Trouxe um disco autografado pelo José Cid cujo destino é a Holanda, porque o meu filho Pedro sofrendo alguma influência do Miguel, mantém essa paixão assim como uma vastíssima colecção de vinil, só espero que limite essa paixão à condição de coleccionador.

 

publicado por Nuno Santos às 07:53

De
 
Nome

Url

Email

Guardar Dados?

Ainda não tem um Blog no SAPO? Crie já um. É grátis.

Comentário

Máximo de 4300 caracteres



Copiar caracteres

 



Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
mais sobre mim
Maio 2014
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9


20

28
29


links
pesquisar
 
Visitantes
subscrever feeds
blogs SAPO