Outeiro Secano em Lisboa

Dezembro 07 2014

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Terminou ontem a campanha “Toca a Todos” uma realização da RTP a favor da Caritas Portuguesa, visando a angariação de fundos para o combate à pobreza das crianças portuguesas que, segundo alguns estudos, estimam que 25% das crianças portuguesas são pobres, e vivem abaixo do limiar da pobreza.

Claro que não ficamos indiferentes a esta campanha, a qual durou mais de três dias, começando na passada quarta-feira às vinte horas, com a entrada num estúdio de vidro montado na Praça do Comércio, onde três locutores da estação radiofónica Antena 3, a Ana Galvão, Joana Marques e Diogo Beja, aguentaram estoicamente a emissão durante 73 horas, revezando-se em pequenas pausas.

A minha posição perante este tipo de campanhas, é algo contraditória. Se por um lado não fico indiferente e sou solidário, por outro lado sinto uma grande revolta, pela necessidade destas campanhas, resultante da pobreza e miséria das famílias vítimas do desemprego e da austeridade, mas também, pela falta de formação estrutural, porquanto na maior parte dos casos, os pobres de agora foram os pobres do passado, e serão os pobres do futuro.

Independente da solidariedade que se possa ter nestas campanhas, a resolução destas situações só se resolvem com novas políticas, pois tem sido esta política praticada no país e no mundo, que tem criado estas desigualdades, onde nunca como agora, muitos tiveram tão pouco e poucos tiveram tanto, mas as causas disso, davam para escrever um post muito longo.

De realçar a acção da RTP, que prestou um verdadeiro serviço público, embora este governo, esteja interessado também em privatizá-la, tal como já fez com outras empresas e serviços estruturantes, medidas essas que irão gerar mais desemprego e miséria.

Por via da sua divulgação ao longo destes dias, assistimos a um grande apoio da sociedade civil, com o silêncio das entidades governamentais. Todos vimos e ouvimos movimentos de apoio gerados em escolas e empresas, mas por acaso nenhum desses apoios veio da Assembleia da República.

Segundo os números anunciados a campanha rendeu cerca de 365.000,00 €, dinheiro que agora irá ser distribuído em géneros pelas pessoas mais carenciadas, cabendo aos representantes da Caritas no terreno, a responsabilidade de que esses bens seja entregue aos mais necessitados e não aos mais oportunistas, como aparecem sempre nestes momentos.

Mas mais importante do que a solidariedade demonstrada pelos portugueses nesta campanha, seria a tomada de consciência, para a necessidade de alterar as políticas que nos conduziram a esta situação. Ora os portugueses têm nas sua mãos essa possibilidade, basta que na hora de escolher os executores da política, não optem por aqueles que nos levaram a isto.

 

 

 

publicado por Nuno Santos às 10:03

é isso mesmo na hora de votar não votar naqueles que nos levaram a isto
então não vamos votar no cigano porque quem nos levou a isto foi o governo que ele fez parte
que ele pego ao telemovel se borrando para a justiça portugesa
o outro chefe maior mandando desaparecer a polícia quando o pararam por excesso de velocidade
a privatização nunca trouxe miséria a estatização sim isso é uma desgraça
o que trás miseria é um vagabundo de um funcionário improdutivo ter emprega não poder ser mandado embora e outros mais produtivos estejam desempregados isso precisa mudar para o país andar
eu acredito nisso
vasco sobreira garcia a 8 de Dezembro de 2014 às 06:45

Bom dia! Subscrevo inteiramente as tuas palavras, amigo Nuno. Embora longe, também participei, pena que tenhamos de fazer estas coisas, para suprimir as necessidades de algumas crianças (muitas), que não têm hipóteses para as necessidades básicas.
Um abraço.
Albertina a 9 de Dezembro de 2014 às 11:46

Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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