Outeiro Secano em Lisboa

Novembro 14 2014

Jean Claude Juncker.jpg

 

A recente eleição de Jean Claude Juncker, ex-primeiro ministro do Luxemburgo para presidente da Comissão Europeia, substituindo no cargo o português Durão Barroso, traz-nos à memória esta conhecida expressão, porquanto, todos sabemos que a raposa, é o maior o inimigo do galinheiro.

A esta expressão ainda podíamos acrescentar outra, como a de “meter o inimigo dentro de casa”. Isto porque após a sua tomada de posse, foi tornado público o caso LuxLeaks, sendo disponibilizadas 28 mil páginas de documentos, comprometendo Jean Claude Juncker de ter feito acordos com centenas de empresas multinacionais, responsáveis por evasão fiscal nos seus países.

O mais caricato da situação é que, Jean Claude Juncker afirma que sabe que essa prática, não corresponde aos padrões éticos e morais geralmente aceites, mas que a Comissão sob a sua presidência, está empenhada no combate à fraude e à evasão fiscal.

Este é o político que, pese embora o seu currículo negro no tocante às boas práticas éticas e morais, vai presidir a um dos organismos responsável por gerir, um dos maiores orçamentos do mundo.

O mais grave ainda é que, o Parlamento Europeu composto por 754 deputados, com capacidade para apresentar uma moção de censura à sua continuação na presidência, necessita de 72 assinaturas, mas até agora, conta apenas 52 assinatura promovidas pela Esquerda Unitária, onde estão inseridos os deputados do PCP e do Bloco de Esquerda.

Quanto aos socialistas europeus onde se inclui a deputada Ana Gomes, tão activa em algumas matérias, até ao momento apenas um deputado sueco assinou a petição.

A esse propósito lembramo-nos ainda de que quando o PS estava no Governo, o parlamento não aprovou uma proposta sobre a corrupção, apresentada pelo deputado socialista Eng. João Cravinho, a qual só mereceu a aprovação da esquerda. Por causa dessa ousadia, o Eng.º João Cravinho acabou convidado para um cargo dourado no exterior e tudo ficou na mesma.

Por tudo isto já o nosso Eça de Queiróz escrevia “os políticos e as fraldas devem ser trocadas frequentemente e pela mesma razão”.

publicado por Nuno Santos às 13:35

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Um outeiro secano residente em Lisboa, sempre atento às realidades da sua terra.
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